domingo, 17 de abril de 2011

Índices de inflação: decida qual é o mais adequado para sua realidad



SÃO PAULO - Com tantos índices de inflação, a tendência é que a maioria das pessoas fique confusa na hora de determinar qual deles é o mais relevante para determinar os efeitos da alta dos preços no orçamento. Afinal de contas, além da quantidade de índices diferentes, a inflação medida por eles muitas vezes varia bastante.

Se você não está muito familiarizado com o tema, vale a pena dedicar algum tempo ao entendimento de como funcionam os índices de inflação, antes de prosseguir.

Atacado ou varejo
Antes de escolher o melhor índice, é preciso entender quais são as principais diferenças. Para a grande maioria das pessoas, os índices mais adequados são aqueles que medem a variação dos preços ao consumidor, ou seja, no nível de varejo. De fato, são estas as variações nos preços que afetam diretamente nosso bolso.

Dentre os índices de preços ao consumidor, os mais utilizados são o IPCA, que é usado para balizar as metas de inflação do governo, o INPC, também calculado pelo IBGE, o IPC da Fipe e o IPC-M e IPC-DI, calculados pela Fundação Getúlio Vargas.

Já para boa parte das empresas, os índices de preços no atacado, que medem a inflação no nível do produtor, podem ter maior relevância, pois medem de forma mais fiel a variação dos preços dos insumos de produção. Os mais utilizados são o IPA-M e o IPA-DI, calculados pela FGV.

Faixa de renda e região
Outra importante diferença entre os índices, principalmente no que diz respeito àqueles que medem os preços ao consumidor, é a faixa de renda utilizada. Enquanto índices como o INPC, por exemplo, focam em faixas mais baixas de renda, cobrindo a parcela da população que recebe entre um e oito salários mínimos, o IPCA trabalha com a faixa entre 1 e 40 salários.

Já o IPC da Fipe foca na faixa entre 1 e 20 salários, enquanto o IPC-M e o IPC-DI consideram a faixa entre 1 e 33 salários. Vale destacar que as diferentes faixas levam a ponderações diferentes, de forma que os produtos têm peso maior ou menor no índice, dependendo da faixa salarial escolhida.

Outra importante diferença é a região de coleta dos dados. Enquanto o IPC da Fipe considera apenas preços colhidos no Município de São Paulo, os demais índices são nacionais, trabalhando com 11 regiões metropolitanas no caso dos índices do IBGE e 12 nos índices da FGV.

Usos mais comuns
Em função de suas diferenças metodológicas, estes índices têm sido tradicionalmente usados para diferentes funções. Por exemplo, o INPC, por trabalhar com uma faixa entre um e oito salários mínimos, é muito usado para dissídios salariais, enquanto uso do IPCA tem aumentado, refletindo a decisão do governo de utilizá-lo como referência para o sistema de metas de inflação.

Índices combinados, ou seja, que são uma combinação de outros índices, como o IGP-M e o IGP-DI calculados pela FGV, são utilizados para servir de base para a correção de preços administrados, como tarifas de telefone, eletricidade e outros serviços. Vale lembrar que estes índices têm um forte componente de preços no atacado (60%), e participações menores de preços ao consumidor (30%) e para a construção civil (10%).

Escolha o seu índice
A escolha do melhor índice vai depender de vários fatores, entre eles sua faixa de renda, onde você mora e a composição de suas despesas. Por exemplo, os índices ao consumidor são mais recomendados para a grande maioria das pessoas, mas para aqueles que tem elevadas despesas em dólares, os índices combinados podem ser uma melhor alternativa.

Se você tem um baixo consumo de produtos importados ou não tem financiamentos em moeda estrangeira, o IPCA é a melhor opção, o que não acontece caso você tenha maiores despesas corrigidas pela moeda norte-americana.

Deste modo, o bom senso deve prevalecer, tanto na escolha do índice mais adequado como na hora de renegociar contratos. Como não existe índice perfeito, pois nenhum deles reproduz fielmente a composição de suas despesas, a melhor saída é adotar um grau maior de flexibilidade.

domingo, 10 de abril de 2011

China lidera ranking de cidades que mais crescerão; SP é 19ª

Das dez cidades que terão maior crescimento econômico até 2025, nove estão na China, segundo estudo da consultoria McKinsey Global Institute. A pesquisa avaliou o peso econômico atual e futuro das cidades ao redor do mundo. "A força econômica está, de fato, se transferindo para o sul e, de forma mais decisiva, para o leste em um processo que está sendo puxado pela China", disse Richard Dobbs, diretor do McKinsey Global.
O estudo projeta o percentual de crescimento esperado para o período até 2025 e elabora um ranking que é liderado por Xangai e Pequim, seguidas por Nova York, em terceiro lugar. Do quarto ao décimo lugar, todas as cidades são chinesas: Tianjin, Chongqing, Shenzen, Guangzhou, Nanjing, Hangzhou e Chengdu. São Paulo aparece em 19º.
Crescimento consolidado
A pesquisa não prevê apenas o percentual de expansão. Olha para frente e lista quais devem ser as cidades com maiores economias em 2025. A composição desse grupo deve mudar radicalmente, segundo o instituto. Cidades do chamado mundo desenvolvido cairão do ranking para dar lugar a 136 debutantes. Entre esses 136 "novos ricos", 100 estão na China. Outros 13 virão da Índia, e oito da América Latina.
Com o sobe-desce do ranking, a China passará a ter 151 cidades na lista das 600. O Brasil terá um avanço mais modesto, de 17 para 18 cidades, com a inclusão da Grande São Luís. Apesar do avanço chinês no ranking das 600 mais ricas, o topo da lista ainda é dominado por cidades do atual mundo desenvolvido. Nova York fica em primeiro lugar, seguida de Tóquio, Xangai, Londres, Pequim, Los Angeles, Paris, Chicago, região metropolitana do Reno-Ruhr, Shenzen e Tianjin.
O ranking de PIB per capita conta uma história diferente. Das 25 cidades com maior PIB per capita destacadas no relatório, apenas uma ficará na China: Macau, atrás de Oslo, Doha e Bergen, as primeiras da lista.
Da fome ao trabalho temporário
Alheio aos números, o imigrante rural Tian Haikuan, de 53 anos, da província de Hebei, trabalha como pintor de paredes em um novo conjunto de escritórios em construção na cidade. "Não estou sabendo que Tianjin está crescendo tanto não", dsse Tian à BBC Brasil, em frente à estação central da cidade.
"Mas sei que nosso país está passando por mudanças muito grandes e tenho total confiança nos nossos líderes. Eles sabem o que é melhor para o povo chinês. Hoje como arroz ou a comida que quiser a qualquer hora. Para quem já passou fome como eu, isso é o que importa."

sábado, 2 de abril de 2011

O que são fundos imobiliarios ?

Atualmente é possível entrar no mercado de imóveis por meio de instrumentos financeiros, como os fundos de investimentos
Atualmente, investir em imóveis não se restringe a unidades físicas (comprar, vender, alugar) e é possível entrar no mercado de imóveis por meio de instrumentos financeiros, como os fundos de investimentos imobiliários.
Por definição, os fundos imobiliários são condomínios de investidores, semelhantes aos fundos de ações e renda fixa, administrados por instituições financeiras e fiscalizados pela CVM. O principal objetivo da modalidade é aplicar recursos no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos, como hotéis, shopping centers, edifícios comerciais, escolas, loteamentos etc.
A principal vantagem deste tipo de aplicação, na comparação com os investimentos em imóveis propriamente ditos, é a questão tributária, já que por meio dos fundos imobiliários é possível, segundo a lei 11.196/05, isentar de IR os investidores pessoa física.

Como se preparar para as despesas extras ?

Ideal é iniciar uma reserva de emergência, guardando, mensalmente, 10% do seu salário para atingir este objetivo
A principal dica é: tenha sempre uma reserva de emergência. Como imprevistos acontecem, é melhor estar preparado, também financeiramente, para eles.
Antes de começar a investir, consultores financeiros indicam que se tenha um “colchão de emergência” equivalente a três meses de despesas – alguns falam até em seis ou dez meses. Esse colchão servirá para imprevistos (como a falta de emprego, uma doença na família ou outra necessidade eventual), evitando que a “surpresa” com esses gastos extras acabe com o seu planejamento financeiro. Ajudará você, também, a encarar fases difíceis de uma forma mais tranquila – pelo menos do lado financeiro.
Para iniciar a reserva, a dica é destinar, mensalmente, uma parte do salário para este fim. Algo como 10% dos ganhos. Mas é importante que o valor seja transferido para esta finalidade, seja para uma conta poupança ou outra conta corrente, como um compromisso mensal, uma conta a pagar. Deixar para fazer isso no final do mês, ou optar por guardar “o que sobrar”, pode por o planejamento em risco.

Qual a diferença entre consultor e planejador financeiro ?

Conhecer o perfil de cada profissional, escolhendo aquele que mais se adapte ao que você precisa, é mais um passo importante para a gestão de suas finanças
Muitos planejadores são confundidos com consultores financeiros. No entanto, existe sim diferença entre eles.
O planejador é o clínico geral das finanças e ajuda as pessoas a reverem como lidam com o dinheiro. Até pouco tempo, esse profissional era voltado à alta renda, que pretendia aumentar seu capital, mas hoje já se dedica também aos endividados e à classe média.
O planejador está sempre voltado aos interesses do cliente, mesmo que esteja dentro de uma instituição financeira.
Com relação aos consultores financeiros, sua atuação é mais específica e normalmente acontece dentro de uma instituição financeira, direcionada aos investimentos. Esse profissional deve ter licença da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para atuar.
Independente de ser planejador ou consultor, na hora de contratar um profissional para cuidar de seu dinheiro, é importante buscar histórico de carreira, formação, onde trabalha e referências.

É verdade que a nota fiscal paulista da desconto no Ipva ?

Para usufruir deste benefício, o contribuinte deve fazer a opção no ano anterior
É verdade sim. O uso dos créditos acumulados para abatimento no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é uma das formas de resgate dos valores creditados pelo governo aos participantes da Nota Fiscal Paulista.
No entanto, para usufruir deste benefício, o contribuinte deve fazer a opção no ano anterior: para o pagamento do IPVA 2011, cujo calendário está em andamento, apenas os contribuintes que pediram o desconto até o dia 31 de outubro de 2010 terão direito ao abatimento.
De acordo com a Fazenda paulista, mais de 314 mil consumidores utilizaram os créditos acumulados na Nota Fiscal Paulista para abatimento do IPVA 2011. No período de 1º a 31 de outubro, o total de 314.194 usuários cadastrados no programa destinaram R$ 57.097.719,27 para abater o tributo de 268.295 veículos.
Links úteis
Secretaria da Fazenda – Governo do Estado de São Paulo
www.nfp.fazenda.sp.gov.br