segunda-feira, 28 de março de 2011

Planeje suas despesas e evite novas dívidas


Quem resiste aos apelos de consumo e planeja as despesas mais pesadas, tem menos chances de se endividar


Consultores especializados em finanças pessoais dizem que há dois caminhos que levam às dívidas e à inadimplência: gastar mais do que se recebe ou gastar antes de receber. É claro que as exceções existem. Desemprego, doenças na família e acidentes muitas vezes são o estopim para o endividamento. Mas, a grande maioria dos endividados sofre com os excessos de consumo muitas vezes justificados pela máxima “Eu trabalho muito e mereço”.

Foto: Getty Images
Quem resiste aos apelos de consumo tem menos chances de se endividar

“Deve-se ter cuidado com essa postura. Em tese, todo mundo que trabalha merece ter aquilo que deseja. Mas, seja realista. Você pode arcar com a despesa que deseja fazer?”, afirma Ana Lidia Coutinho Galvão, coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa.
E não vale perguntar se você pode pagar o que deseja comprar. Com as facilidades de crédito disponíveis hoje, é possível pagar quase tudo. A questão é: você tem dinheiro para pagar? As pessoas precisam aprender que dívida não é somente a conta que está atrasada. É também o que está em andamento, diz o educador financeiro Álvaro Modernell.
Mesmo que não esteja inadimplente, o consumidor deve pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. Somadas, as pequenas prestações da televisão nova, da viagem de férias e das últimas compras no shopping podem tornar-se dívidas impagáveis.
A mesma análise se aplica aos tão populares empréstimos consignados, que provocam uma falsa sensação de aumento de renda. “Hoje, vemos pessoas comprando veículos muito mais caros que o permitido por seu padrão de renda. E, enquanto os juros elevam o preço, o valor de mercado do carro segue caindo, numa conta que tem tudo para não fechar”, afirma.
Por isso, não basta cortar as despesas e pagar as dívidas. É fundamental organizar o orçamento tendo em vista o que é necessidade e o que é supérfluo. Estima-se que mais de 70% de todas as compras que fazemos estão relacionadas a desejos de consumo. É justamente aí que há espaço para organizar as finanças, diz Modernell.

Pequenas despesas que levam a grandes dívidas


Identificar os pequenos gastos supérfluos do dia-a-dia é uma tarefa que exige controle rígido nos primeiros meses



 
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Ao assumirem a condição de endividadas e traçarem um plano para quitar suas dívidas, as pessoas em geral concentram suas atenções nas contas mais pesadas, como aluguel ou financiamento da casa, prestações do carro, mensalidades escolares e compras de supermercado. Mas, muitas vezes, a solução está nos detalhes que passam despercebidos.

Foto: Getty Images
Pequenas despesas do dia-a-dia, como o cafezinho, podem consumir parte considerável do orçamento
Coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa, Ana Lidia Coutinho Galvão garante que os pequenos gastos são o terror do orçamento. Ela propõe um teste simples. “Ponha uma nota de R$ 100 na carteira numa segunda-feira e veja quanto tempo ela ficará lá, guardada, sem que você se anime a gastar aquela quantia. Na semana seguinte, ponha 50 notas de R$ 2 na carteira. Embora se trate do mesmo valor, as notas de R$ 2 desaparecem com muito mais facilidade que a de R$100”, afirma.
Ana Lidia, que presta consultoria para empresas que têm funcionários endividados, revela que já viu casos como o de um profissional que comprava CDs piratas no caminho do trabalho todos os dias. “Era uma compulsão. E o que representava apenas uma pequena despesa diária, se transformava em um gasto enorme ao final do mês”.
Por essa razão, quem precisa organizar a vida financeira deve começar anotando rigorosamente todas as despesas, da fatura do cartão de crédito, ao cafezinho de todos os dias, passando pela conta de água e luz. Registrados, os gastos podem surpreender.


Especialista em finanças pessoais, Erasmo Vieira lembra-se de um casal que certa vez queixou-se de não ter o dinheiro da gasolina e das despesas de alimentação para passar uma semana em uma casa de praia emprestada. Ao avaliar as despesas da família, ele percebeu que a mãe e o pai tinham por hábito comprar, todos os dias, um lanche na padaria para eles e os dois filhos. Os R$ 5 gastos diariamente somavam R$ 150 em um mês e R$ 1.800 no período de um ano. Dinheiro mais do que suficiente para passar sete dias numa casa de praia, diz Vieira.
A boa notícia é que ninguém precisa passar o resto da vida anotando rigorosamente todas as despesas. Com disciplina, basta registrar os gastos nos dois ou três primeiros meses. Se a pessoa é assalariada, despesas e receitas não mudam muito de um mês para o outro. No caso dos que têm renda variável, como vendedores e profissionais autônomos, vale anotar por um período maior que permita traçar uma média, como quatro ou cinco meses.
Educador financeiro, Álvaro Modernell diz que, após esse controle, fica mais simples realizar cortes que não sejam muito drásticos. Ele compara a tarefa de reduzir despesas à dieta alimentar. “Perder 20Kg em três meses é até possível, mas ninguém agüenta a dieta por muito tempo. Economizar é a mesma coisa. Deve-se ter algum nível de sacrifício, mas mantendo alguns pequenos prazeres. Caso contrário, a situação fica insuportável”, diz. Em resumo, se a sua família sai todos os finais de semana para comer fora e a conta está ficando muito cara, talvez valha a pena considerar a alternativa de uma rodada de pizza feita em casa. Pode ser mais divertido e, com certeza, será mais barato.

Estou endividado. E agora?

Conquistar o apoio da família, identificar as pequenas despesas do dia-a-dia e traçar metas de médio prazo são fundamentais


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Contas atrasadas, cartões de crédito estourados, dívidas com amigos e parentes, uso constante do cheque especial, inúmeros empréstimos consignados, nome sujo na praça e cobradores ligando ou batendo à sua porta. Se você se identifica com ao menos uma dessas situações, é bem provável que você faça parte do grupo de brasileiros endividados que não conseguem mais equilibrar suas contas. Mas, se você não faz ideia de como chegou a esse ponto, como é possível reverter a situação?
Consultores em finanças pessoais e especialistas em orçamento doméstico acreditam que os endividados precisam seguir três recomendações básicas. A primeira é conquistar o apoio da família na tarefa de rever os padrões de consumo. "Sem o apoio de quem vive na mesma casa, seja cônjuge, filho ou parente, é praticamente impossível alcançar as metas estipuladas", afirma o educador financeiro, Álvaro Modernell.

Foto: Washington Alves /Fotoarena Ampliar
Marcelo de Andrade reduziu despesas e contou com o apoio da família para quitar todas as dívidas

Cumprida essa etapa, chega a hora de identificar as pequenas despesas supérfluas do dia-a-dia. Você já parou para calcular quanto gasta por mês em suas idas diárias à cafeteria da moda perto do seu trabalho ou nos chicletes e balas que compra todos os dias para seus filhos? A conta pode ser assustadora, garante quem entende de finanças pessoais.
Por fim, aqueles que devem precisam se acostumar à ideia de planejar suas despesas. Resistir aos apelos de consumo é parte fundamental do plano para quitar as dívidas e ter uma vida mais tranquila.
Mas, antes de tudo, é preciso reconhecer que o problema é real. E não basta admitir que as dívidas existem e que a situação fugiu ao controle – o que já é muito difícil para a maioria das pessoas. É preciso calcular o nível de endividamento.
“É comum que o endividado sinta vergonha de sua própria realidade e prefira empurrar o problema com a barriga até o limite. E, quando resolve calcular o tamanho da dívida, acaba tomando um susto, porque em geral ela é muito maior que o estimado inicialmente”, afirma o especialista em finanças pessoais, Erasmo Vieira. Ele conta que, uma vez, acompanhou o caso de um executivo que pensava dever R$ 200 mil. “Quando levantamos o valor real junto ao banco, descobrimos que ele devia R$ 430 mil”.
O agente de transporte e trânsito Marcelo de Andrade, 42 anos, sabe bem o que é isso. Casado e pai de um casal de crianças, ele se assustou ao perceber que sua dívida real era o dobro da que calculava antes de contar com a ajuda de um especialista em finanças pessoais. Andrade conta que só conseguiu admitir o problema graças ao apoio de um amigo que lhe emprestava dinheiro com freqüência.
“Usava o dinheiro dele para pagar minhas dívidas e depois pedia empréstimos no banco para devolver a quantia que devia a ele. Por muito tempo, vivi nesse ciclo vicioso, até o dia em que ele deu um basta e me avisou que havia contratado um consultor para me ensinar a equilibrar minhas finanças”, afirma.

Apoio da família é fundamental
Passado o constrangimento inicial, Andrade cumpriu à risca os conselhos recebidos. O primeiro deles foi conquistar o apoio da família, o que segundo ele, não foi complicado. “Minha esposa trabalha e, em casa, sempre fomos muito transparentes em relação às nossas receitas e despesas. As crianças eram pequenas, mas aderiram sem traumas ao plano de rever a forma como gastávamos”, afirma.
Com o suporte de um especialista em finanças e o apoio de toda a família, Andrade deu início a um rígido controle de tudo que era gasto pela família. Em pouco mais de 30 dias, ficou claro que as balas e chicletes compradas diariamente no caminho da escola das crianças, por exemplo, chegaram em um mês a impensáveis R$ 200, valor suficiente para quitar algumas despesas importantes da casa. Os jantares oferecidos aos amigos em casa também consumiam um valor mensal alto. “Comprava todos os ingredientes, o vinho, a sobremesa e arcava com o jantar sozinho. Hoje, ainda recebo os amigos, mas divido as despesas”, conta.
Nessa fase de controle do orçamento doméstico, explicam os consultores, é fundamental anotar todas as despesas, sobretudo, os pequenos gastos do dia-a-dia que, somados, podem arruinar as finanças de uma família.



Quem enfrenta a necessidade de rever suas finanças pessoais, deve considerar ainda que ninguém faz dívidas de um dia para o outro. Por isso, é importante ter sempre um planejamento de médio prazo para as despesas mais pesadas. Ao invés de ceder ao impulso de comprar o bem imediatamente em várias parcelas, o consumidor deve se programar para uma compra à vista com desconto ou, ao menos, para uma aquisição com parcelas sem juros. Quanto mais fácil de comprar, alertam especialistas em economia doméstica, mais difícil de pagar.
Depois de cinco anos, Andrade quitou todas as suas dívidas e hoje mantém suas contas equilibradas. Tranquilo, ele diz ter aprendido a lição. Meu maior erro, diz, foi tentar manter um padrão de vida superior ao que eu podia bancar. “Hoje, gasto muito menos, mas tenho qualidade de vida e sou mais feliz”, afirma.

domingo, 13 de março de 2011

Bilionários da Forbes: lições para aprender a cuidar do seu dinheiro

O que fazer com o nosso dinheiro para, se não chegarmos a ser bilionários - como Eike Batista, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual; o dono da Amil, Edson de Godoy Bueno; e as famílias Villela e Moreira Salles, do Itaú Unibanco, que integram a lista da Forbes -, ao menos termos uma vida financeira tranquila?
Quem responde a essa pergunta e conta atitudes relacionadas às finanças que são comuns entre os bilionários é o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, em entrevista à InfoMoney TV. Confira!

Link do vídeo

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=2058164&path=/suasfinancas/

terça-feira, 8 de março de 2011

10 dicas para comprar o imóvel certo

Secovi-SP lista quais cuidados devem ser tomados no passo a passo da compra de um novo imóvel, seja ele usado, novo ou na planta

 

Para garantir uma boa compra, consumidor deve se planejar e ter paciência na busca de um imóvel
Para garantir um bom imóvel, consumidor deve se planejar e ter paciência na busca.
São Paulo - Dado do Secovi-SP (Sindicado da Habitação de São Paulo) mostra que os brasileiros compram, em média, apenas dois imóveis durante a vida. O número baixo deixa clara a importância de uma escolha cautelosa, diligente, e paciente antes de assinar o cheque para a compra de uma residência. João Crestana, presidente do Secovi-SP, sugere que a potenciais compradores que prestem atenção nas cláusulas contratuais e nas condições de pagamento e financiamento. Antes de assinar o contrato, também é necessário visitar o local várias vezes, de dia e de noite. Confira abaixo 10 dicas do presidente do Secovi-SP que podem ajudar o consumidor a fazer uma ótima escolha de imóvel:

1 – Organize-se
Definir o quanto será gasto na aquisição é um bom primeiro passo, levando sempre em conta a relação entre o que de fato cabe no bolso e as necessidades da família. (clique aqui e veja sete dicas para evitar que o crédito imobiliário vire um pesadelo)
 
2 – Defina que tipo de imóvel procura
Usado? Novo? Na planta? É importante responder algumas perguntas e anotar as especificações do tipo de imóvel que está procurando. É casa ou apartamento? Em qual bairro? Um apartamento de frente, de fundos ou de lado? Quantas garagens são necessárias para o conforto dos futuros proprietários? Varanda é necessária? Com ou sem área de lazer? (clique aqui e veja qual é o imóvel certo para cada perfil) Crestana alerta também quem dá preferência aos condomínios. Não se pode deixar de levar em conta despesas referentes ao rateio das contas coletivas.
 
3 – Estabeleça como será feito o pagamento
Analise qual será a melhor opção de financiamento junto a um banco ou parcelamento realizado diretamente com a construtora durante a realização da obra. É bom estipular se o FGTS será usado na quitação de parte do valor. (clique aqui e saiba quando é possível usar o FGTS ). Quem tiver na conta uma boa reserva financeira ou bens que podem ser revertidos em capital para a compra do imóvel devem colocar tudo na ponta do lápis e assim definir qual a melhor maneira de quitar a aquisição.
 
4 - Observe a região do imóvel
Quem já conta com uma lista de bairros ou imóveis interessantes deve calçar o tênis e ir visitar a região, tanto de dia quanto de noite. Verifique se o imóvel é barulhento, quais os empreendimentos e serviços disponíveis nos arredores e a infraestrutura do bairro em questão. Outra dica do Secovi é extrapolar um pouco os limites da região e visitar bairros vizinhos. A internet também pode ser uma boa arma na hora da pesquisa: procure referências da imobiliária, construtora ou incorporadora, vale também pesquisar a reputação dos bairros escolhidos. (clique aqui e veja os bairros mais caros e baratos de São Paulo).

 

5 – Compra de imóvel usado
Neste caso o ideal é listar quais as características procuradas num imóvel. Dê preferência para profissionais que de fato conheçam o local e procure sanar dúvidas acerca do imóvel e a região na qual se encontra. Uma sugestão interessante é não procurar um grande número de imobiliárias e profissionais, evite imóveis que sejam ofertados por um grande número de corretoras. Dê preferência para a exclusividade do serviço.

6 – Estipulando a Comissão
Quando se compra um imóvel novo, o valor da comissão do responsável pela compra é cobrado separadamente. Mas, no caso dos usados, a comissão é para por quem vende o bem. Contudo, cabe a quem compra acertar o pagamento do que é proporcional ao valor do imóvel. Por este motivo, Crestana aconselha que as emoções sejam deixadas de lado e que o corretor negocie o que será pago por ambas as partes.
 
7 – Arquitetando a proposta
Na hora de desenhar uma oferta, seja justo e coloque-se no lugar do vendedor. Não faça propostas abusivas, com descontos elevados. Caso o corretor ceda e aceite um valor incoerente, desconfie. Verifique o que está incluso no montante e o que não está. Pontue o que estiver disposto no contrato e que não esteja esclarecido o suficiente. Exija respostas objetivas e claras. E muito cuidado com o documento do imóvel. Peça para um advogado conferir a idoneidade de todos os documentos envolvidos na negociação. (clique aqui e veja dicas para não comprar um imóvel irregular).
 
8 – Saiba com quem está fazendo negócio
Pesquise e informe-se acerca do histórico e reputação da imobiliária, construtora ou incorporadora com a qual está negociando a aquisição de um imóvel. Se conseguir visitar um empreendimento já entregue por ela, melhor ainda. Peça cópia do registro da incorporação ao corretor antes de assinar qualquer contrato. De acordo com Crestana, é bom consultar a Lei 4.591/64 (Condomínios e Incorporações) e caso reste alguma dúvida, peça para que um advogado avalie toda a documentação. Acompanhe a obra em todos os seus estágios, fazendo visitas periódicas. Algumas empresas oferecem, inclusive, serviços de acompanhamento pela internet. (clique aqui e saiba o que fazer se a construtora atrasar a entrega do imóvel)
 
9 – Cuidado com as parcelas
Valores das prestações pagas durante a construção de um imóvel podem diferir do valor das parcelas do financiamento do saldo devedor. Segundo o Secovi, até a entrega das chaves, o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo índice Nacional de Custo de Construção (INCC) ou do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB). Depois da entrega, é possível quitar a dívida, usar o FGTS para a amortização de parte do valor, caso seja o primeiro imóvel, e financiar o que resta com a ajuda de um banco. Mas atenção: é fundamental que a parcela , independente de fixa ou reajustável, caiba no bolso de quem vai comprar o imóvel.
 
10 – Precauções pós-compra
Depois que o financiamento estiver liberado e a chave chegar à mão do novo proprietário, é preciso pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) à Prefeitura local e todas as taxas de registro cartorário. Segundo números fornecidos pelo Secovi-SP, tais taxas correspondem a 4% do valor de compra do imóvel. Portanto, programe-se: faça uma reserva financeira para arcar com despesas burocráticas. E nunca deixe de registrar a escritura, mesmo que tenha comprado o imóvel sem financiamento. Atente para o que preza o Manual do Proprietário, leia com atenção e verifique todas as garantias e prazos legais para cada componente descrito.

domingo, 6 de março de 2011

Educação financeira Parte 1

Acompanhe e aprenda como a educação financeira tem a ver com a qualidade de vida da pessoa.

Silvio Santos agora enfrenta os bancos

Início do conteúdo

Empresas do Grupo têm mais dificuldades para conseguir empréstimos hoje do que antes da crise do Panamericano; assessoria nega problemas


SÃO PAULO - Executivos de primeiro escalão da Jequiti, uma das 43 empresas do Grupo Silvio Santos, passaram boa parte de fevereiro batendo à porta de bancos. O objetivo era conseguir um empréstimo para alongar o perfil de endividamento da fabricante de cosméticos. Até sexta-feira, haviam conseguido 30% do que buscavam.
Ainda assim, aceitando pagar juros altos para o porte da companhia (entre 1,40% e 1,90% ao mês) e mudando as garantias oferecidas aos credores: em vez de estoque de produtos, imóveis que pertencem ao Grupo.
Esse caso ilustra as dificuldades que o império do apresentador encontra para se financiar após a crise do Panamericano. Mesmo considerada a "joia da coroa" do Grupo e avaliada em R$ 800 milhões, a Jequiti tem suado para conseguir crédito.
O Grupo Silvio Santos disse, por meio da assessoria de imprensa, que "está obtendo crédito normalmente". "Essas informações são pura especulação."
O Panamericano teve um rombo de R$ 4 bilhões em decorrência de fraudes contábeis promovidas pela administração que comandou o banco até o início de novembro. No fim de janeiro, a instituição foi vendida para o BTG Pactual por R$ 450 milhões. Mas o negócio só saiu depois de o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) arcar com prejuízo de R$ 3,4 bilhões.
Em outras palavras, Silvio Santos deu um calote no Fundo, criado e mantido pelos bancos com objetivo de cobrir depósitos de correntistas em caso de quebra de alguma instituição. Em conversa com o Estado ao fim das negociações que culminaram na venda do Panamericano, um banqueiro já avisava: "Vingança é um prato que se come frio."
As razões. Não é só por questões emocionais que o Grupo enfrenta obstáculos. Afinal, banqueiros costumam ser racionais em suas decisões. O Estado ouviu sobretudo dois argumentos para explicar a mão mais fechada do que o normal com as empresas do apresentador.
O primeiro deles é a falta de governança e transparência no Grupo. "Se o Panamericano, que tem capital aberto e é fiscalizado pelo Banco Central, conseguiu promover uma fraude daquele tamanho, como confiar em empresas de capital fechado?", indaga um banqueiro.
"As empresas não têm boa gestão. O estilo paternalista e amigável de Silvio é pouco profissional e o mercado é muito competitivo", emenda outro executivo.
O segundo argumento mais citado é uma possível dívida de Silvio com a Receita Federal. Segundo o entendimento de alguns tributaristas, o empresário poderia ser obrigado a pagar até R$ 1 bilhão para o Fisco por causa da maneira como o Panamericano foi salvo. "Há um risco tributário envolvendo o Grupo", afirmou outro profissional.
Levando em conta só as maiores empresas (SBT, Jequiti e a varejista Lojas do Baú), o endividamento total do Grupo supera R$ 600 milhões. Cerca de 60% vencem em até um ano - o que se considera curto prazo. "Eles precisam alongar a dívida, estão com muita pressão no fluxo de caixa", diz um banqueiro.
A Jequiti iniciou seu périplo pedindo R$ 80 milhões para pagar em 4 anos. Baixou para R$ 50 milhões e, segundo informações de mercado, havia conseguido R$ 15 milhões até sexta-feira. A dívida total da empresa somava R$ 220 milhões no final de janeiro.
Fontes ligadas ao empresário afirmam que "muita gente" quer puxar para baixo o valor dos ativos do Grupo, especialmente do Baú. A empresa varejista está à venda e estaria negociando com as Casas Bahia e o grupo mexicano Elektra.

3 comentarios
augustoz
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augusto palme
 
6 de Março de 2011 | 10h49
Será que o caso Panamericano foi apenas uma amostra do que pode vir em breve no mercado financeiro brasileiro?
luisgerk
seguir
Luis Quadros

6 de Março de 2011 | 10h40
Como bem disse a Miriam Leitão, o o Fundo Garantidor de Crédito foi criado e mantido pelos bancos COM UMA PEQUENA PARCELA DOS LUCROS com objetivo de cobrir depósitos de correntistas em caso de quebra de alguma instituição. Obs.: 1) O dinheiro que vai para o fundo garantidor está embutido nos juros, taxas e tarifas pagos pelos correntistas, ou seja, o quem paga mesmo não são os bancos, mas sim as pessoas que t~em conta em banco. 2) O fundo foi utillizado com outra finalidade. Não garantiu apenas os depósitos ATÉ O VALOR ESTABELECIDO, mas todas as
operações do Banco Panamericano.


sábado, 5 de março de 2011

Paulistas com renda de até 10 salários mínimos têm mais dificuldades de pagar dívidas

ÃO PAULO – O número de famílias paulistas endividadas, com contas em atraso, e que não terão condições de pagar as dívidas é maior entre aquelas com renda  de até dez salários mínimos. Em fevereiro, 29,7% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total das contas no próximo mês.
O dado é da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada nesta sexta-feira (4).
Dívidas a arcarSegundo o levantamento, realizado com famílias da região metropolitana de São Paulo, considerando aquelas com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 52,9% conseguirão honrar totalmente seus compromissos. Por outro lado, 17,6% não terão condições de pagar nada.
Ainda de acordo com a pesquisa, 35,3% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 31,5% deverão pagá-lo integralmente. No entanto, 29,7% declararam que não poderão quitar as contas.
Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 29% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 35% conseguirão pagar parte delas e 32,6% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.
EndividadosA pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 54% disseram que estão com dívidas em atraso no segundo mês do ano, sendo que 58% têm renda de até dez salários mínimos e 35% ganham acima desse patamar.
Com relação ao prazo médio de atraso da dívida, a maior incidência é verificada no período superior a 90 dias (44,3%), seguido pelo período de até 30 dias (28,1%).

Confira as novidades da declaração do IR 2011

Mudança no layout, no valor mínimo para arrecadação e no envio do formulário de declaração do Imposto de Renda (IR) 2011 são alguns dos itens que o contribuinte deve ficar atento.
Entre as mudanças para a declaração do IR deste ano está o layout do programa para a declaração e o fato de o documento ser aceito apenas via internet — ou via disquete — nos bancos do Brasil e Caixa Econômica. Não serão aceitos outros tipos de hardware, como o CD ou pendrive, e o formulário em papel foi eliminado.
Devem declarar as pessoas físicas que tiveram rendimentos superiores a R$ 22.487,25, quem recebeu rendimentos isentos acima de R$ 40 mil, pessoas que tenham patrimônio superior a R$ 300 mil e quem tenha ganhos na atividade rural acima de R$ 112.436,25.
Também devem declarar as pessoas que tiveram retenção de IR na fonte, ainda que seus rendimentos não alcancem os mínimos obrigatórios. A declaração poderá ser entregue até o dia 29 de abril. Quem entregar após esta data estará sujeito a multa de, no mínimo, R$ 165,74 e, no máximo, 20% do imposto de renda devido.
Caso a declaração resulte em imposto a pagar, o valor deverá ser pago até 29 de abril e poderá ser parcelado em até 8 vezes. Quem tiver direito à restituição do imposto pago receberá os valores de acordo com a entrega da declaração. "Quem entrega antes, recebe antes", diz Terezinha Massambani, especialista em legislação e planejamento tributário.
"Nada impede que a pessoa física, mesmo desobrigada, entregue a declaração de ajuste anual, sendo até recomendável, pois trata-se de documento oficial importantíssimo para comprovação de renda em operações mercantis ou financeiras", explica Massambani.
A advogada Rafaela Lirôa dos Passos destaca que o declarante pode optar por enviar sua declaração por meio do formulário simplificado ou completo, avaliando qual a melhor opção para seu caso. "Na declaração simplificada, o contribuinte pode deduzir 20% do montante dos valores tributáveis recebidos de pessoa física e jurídica, não podendo ultrapassar, entretanto, o limite anual de R$ 13.317,09".
De acordo com a advogada, se o total das deduções exceder esse limite, a melhor opção é fazer a declaração completa, aconselhável ao contribuinte que tenha despesas consideráveis para dedução.
"Esta declaração mais detalhada permite que sejam deduzidos gastos com educação, planos de saúde, pensão alimentícia fixada judicialmente, despesas com dependentes, doações e até contribuições realizadas à previdência oficial e privada, observados os limites de dedução previstos para cada modalidade (R$ 1.808,26 por dependente; R$ 2.830,84 com instrução; R$ 810,60 com empregado doméstico), salvo os gastos com despesas médicas, previdência oficial e pensão alimentícia, que podem ser deduzidos em sua totalidade", explica.
Faça o download dos programas para elaboração e transmissão da declaração do imposto de renda

Feriado à vista: cuidado ao emitir cheques!

Feriado à vista: cuidado ao emitir cheques!



SÃO PAULO - Viagens no Carnaval são comuns e, como em toda viagem, há muitos gastos, seja com alimentação, passeios ou lembrancinhas.
Apesar de menos comum, ainda há pagamentos com cheques e o consumidor deve tomar alguns cuidados, já que pode ser vítima de assalto ou perder o talão. Nestes casos, para não ter prejuízos, a melhor medida é suspender seu talão de cheques o mais rápido possível.
Registro de ocorrênciasComo não haverá expediente bancário na segunda (7) e terça-feira de Carnaval (8), é possível registrar a ocorrência, gratuitamente, no Plantão Serasa de Atendimento. O registro de roubo ou extravio de cheques estará disponível 24 horas, pelo telefone (11) 3373-7272.
Além disso, quem tiver cheques ou documentos roubados ou extraviados no feriado pode fazer o registro gratuito desse fato também pela internet no site www.documentosroubados.com.br.
É possível cadastrar informações sobre roubo e extravio de cheques e documentos como o CPF, RG, título de eleitor, carteira de habilitação e a carteira de trabalho.
Nos casos de roubo, é preciso ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência e, no primeiro dia útil após o feriado, o correntista deve sustar definitivamente o talão de cheques.
Serasa presta serviço gratuitoA Serasa disponibiliza informações, em tempo real, sobre cheques sem fundos, cancelados, sustados, roubados e extraviados, para os comerciantes em todo o comércio.
Deste modo, caso um fraudador tente passar um cheque em seu nome, poderá não conseguir, pois o comerciante que consultar a Serasa irá verificar que o cheque foi roubado.
As informações sobre as ocorrências com cheques ficam disponíveis por três dias úteis par o comércio e, após esse período, saem automaticamente da base de consultas.
Não esqueça de contatar o seu bancoVale lembrar que este tipo de cuidado não garante totalmente a sustação do talão de cheques. Caso o comerciante não tenha acesso ao serviço de informações da Serasa, não terá como saber se o cheque é "frio" ou não.
Nesses casos, o comerciante irá aceitar o cheque, criando grandes problemas para você, pois a folha poderá ser devolvida por assinatura falsificada ou por insuficiência de fundos.
Portanto, o correntista não deve deixar de, assim que possível, entrar em contato com o banco e pedir a sustação dos cheques roubados ou extraviados.
Algumas dicas para evitar problemasInfelizmente, não existe nenhuma regra para impedir que você tenha um cheque roubado ou extraviado. No entanto, selecionamos algumas dicas que deverão ajudá-lo a se precaver e reduzir os riscos de se tornar uma vítima dos criminosos:
  • Evite andar com o talão de chequesCalcule mais ou menos quantas folhas de cheque são necessárias para as despesas e saia de casa somente com esta quantidade.
  • Documentos pessoais devem ficar longe dos chequesCarregue as folhas de cheque separadas dos documentos pessoais, pois, caso você seja assaltado, o ladrão poderá não ter acesso aos seus dados pessoais.
  • Identifique-seAdquira o hábito de apresentar o documento de identidade ao comerciante, pois, além de ser uma forma de proteção a você mesmo, ajudará o lojista a perceber possíveis tentativas de golpes.
  • Emita sempre cheques nominais e cruzados
  • Sempre que emitir um cheque, cruze-o e coloque o nome do comerciante ou estabelecimento. Dessa maneira, o cheque poderá ser rastreado, caso haja um assalto ao estabelecimento, e não poderá ser sacado diretamente no caixa.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os erros mais comuns de quem investe em imóveis

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel. // Divulgação (Divulgação)

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel.
De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.
"Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno", afirmou.
Ele completou: "Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado". Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.
"Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço", completou, justificando a estratégia de comprar barato.

Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde tem muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.
"Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel", afirmou o presidente do Creci-SP.
Na locação, segundo ele, um outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. "Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional".
Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel. // Divulgação (Divulgação)

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel.
Com o avanço da informática, ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.
Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.
Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.

Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.
Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. "A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal".

De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.
Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. "Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização", argumentou.
Ele completou: "Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez".
Schneider recomenda, a quem for vender, que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.

As 10 maiores reservas nacionais de petróleo do mundo

Barris de petróleo e de pólvora

São Paulo - Além das complexas questões políticas por trás da série de revoltas em países do mundo árabe e do Oriente Médio, alguns aspectos econômicos ajudam a explicar o por quê da tensão que se espalhou pelo mundo desde que os conflitos começaram. Um dos principais é o fato de que praticamente 80% das reservas mundiais de petróleo estão sob controle dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). E dos 12 países membros da OPEP, sete são árabes e há ainda o Irã, importante país do Oriente Médio.
Segundo informações da própria organização, os países membros têm reservas equivalentes a 1,06 trilhão de barris de petróleo. Dos 10 países com as maiores reservas de petróleo no mundo, seis estão localizados na região dos conflitos. Dentre eles, a Líbia, que tem hoje a situação política mais delicada. Há mais de uma semana a população tem saídos às ruas para exigir a renúncia do ditador Muammar Kadafi. As manifestações da oposição têm sido duramente reprimidas pelo líder do país, dando origem a conflitos sangrentos. A Líbia detém 4,4% das reservas da OPEP, com 46,4 bilhões de barris de petróleo.
A instabilidade na região tem impacto direto no preço do petróleo no mundo todo. À medida que a violência na Líbia aumenta, analistas preveem cotações cada vez maiores para o preço do barril nos mercados. Chegou-se a falar que o valor do petróleo pode chegar a níveis tão elevados que são comparáveis ao período da Guerra do Golfo, nos anos 1980.
Além da Líbia, Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos estão entre os países na linha do rastilho de pólvora responsável pelas explosões de revoltas no mundo árabe. Todos eles figuram entre os principais produtores e exportadores de petróleo. Veja nos slides abaixo quais são os países com as maiores reservas do mundo.
Atualmente o Brasil tem uma reserva de aproximadamente 14 bilhões de barris. Considerando as estimativas de que o petróleo da camada pré-sal elevará esta quantidade para aproximadamente 28 bilhões, o país pode chegar à 12ª posição no ranking, ultrapassando os Estados Unidos (19,1 bilhões de barris) e o Catar (25,38 bilhões).

quarta-feira, 2 de março de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira

Forças de Kadafi e rebeldes se enfrentam em duas cidades do leste da Líbia; bolsas na Europa operam em queda

Muamar Kadafi, epicentro dos conflitos da Libia
Líder da Líbia fez discurso nesta manhã aos seguidores que, por sua vez, gritavam: "Você permanecerá grandioso"
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber nesta quarta-feira (2):
1 – A indicação de 17 corretoras para as melhores ações em março. Neste mês as corretoras buscam ações de empresas menos prejudicadas com a inflação, o setor de commodities e as companhias cujos resultados do quarto trimestre de 2010 sejam promissores. A Vale permanece como a preferida, com 14 indicações, e a Petrobras vem em seguida, com 12.
2 – Suspender a compra de caças pode ajudar a baixar juro no Brasil. O plano da presidente Dilma Rousseff de diminuir os gastos públicos em R$ 50,1 bilhões está alimentando especulações de que a inflação vai se desacelerar o suficiente para permitir que o Banco Central mude de direção e comece a baixar o juro básico em até 12 meses.
3 – Mantega diz que Banco Central “pode tirar o pé do freio”. O Banco Central pode afrouxar suas políticas caso o governo gaste menos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do BC define o novo patamar da taxa básica de juros. “Se tirarmos o pé do acelerador, o BC pode tirar o pé do freio”, disse ele ontem, em entrevista à GloboNews. Segundo o ministro, o governo vai emprestar muito menos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a taxas maiores neste ano, em comparação com 2010. Mantega disse ainda que espera que o Brasil cresça entre 4,5% e 5% neste ano.
4 – Mercado prevê juro a 11,75% ao ano e quer mais. O mercado financeiro em peso acredita que o Banco Central (BC) elevará a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina hoje à noite. A maioria dos analistas, porém, avalia que o BC está errado. Para eles, a autoridade monetária deveria ser mais dura no combate à inflação.
5 - Votorantim obtém lucro líquido de R$ 4,9 bilhões em 2010. O Grupo Votorantim obteve no ano passado um lucro líquido de 4,9 bilhões de reais, divulgou na terça-feira (1) o conglomerado em nota. Com o balanço de 2009 ajustado à normativa de contabilidade internacional, o número deste ano foi inferior em 22,2%. O grupo indicou que o bom desempenho da companhia está relacionado à conjugação de aquisições e ao amadurecimento de investimentos que estavam em curso, aliados ao bom momento da economia brasileira e à recuperação dos preços das matérias-primas.
6 – Multiplus planeja reduzir capital social em R$ 600 milhões. A Multiplus vai propor a seus acionistas, no próximo dia 17 de março, a redução de seu capital social em 600 milhões de reais, para 92,4 milhões de reais. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por conta da redução de capital, a empresa pretente pagar 3,72 de reais por ação aos acionistas, como restituição de capital.
7 – ALL registra lucro líquido de R$ 239,9 milhões em 2010. A ALL America Latina Logística, maior operadora de ferrovias da América Latina, registrou lucro líquido de 239,9 milhões de reais em 2010, contra um ganho reapresentado de 34,7 milhões de reais em 2009, segundo um comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
8 – Gabrielli diz que deve continuar na Petrobras. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem, em Salvador, que "provavelmente" terá seu nome indicado para continuar à frente da companhia, na assembleia de acionistas agendada para o próximo mês de abril. Gabrielli respondia a perguntas sobre a implantação do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Salvador quando surgiu o questionamento sobre sua permanência à frente da Petrobras.
9 – Oi já começou a comprar ações da Portugal Telecom, diz jornal. A Tele Norte Leste Participações, que opera sob a marca Oi, já começou a comprar ações da Portugal Telecom SGPS com o objetivo de formar uma participação de 10% no grupo português, informa o Diário Económico, citando Otavio Azevedo, executivo da Oi. O grupo brasileiro ainda detém menos de 2% da Portugal Telecom, segundo a reportagem.
10 – IPC-Fipe desacelera para 0,60% em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de fevereiro com alta de 0,60%, depois de ter subido 1,15% em janeiro. O indicador que mede a inflação da cidade de São Paulo ficou dentro das estimativas do AE Projeções, que iam de 0,45% a 0,63%, com mediana de 0,56%. O IPC desacelerou também em relação à terceira quadrissemana de fevereiro, quando ficou em 0,70