Noticias , Dicas sobres investimentos e atuar para fortalecer uma disciplina, a de que guardar dinheiro e ter uma educação financeira também é muito importante para tomar decisões, mudar de emprego e planejar o futuro etc.
Governo não permitirá dólar a R$ 1,85, diz Mantega
Brasil Econômico
- Por Alonso Soto e Luciana Otoni/Reuters 08/02/13 08:47
"O câmbio está flutuando mais ao sabor do mercado", disse o ministro
"Se houver tendência especulativa,
aumentaremos a intervenção: posso comprar mais reservas e posso
reconstituir os IOFs", disse o ministro.
O governo brasileiro não permitirá que o
dólar volte a ser cotado a R$ 1,85 e intervirá no mercado caso seja
necessário, assegurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em
entrevista exclusiva à Reuters Na quinta-feira (7/2).
"O ideal é que não houvesse intervenção, mas isso é sonho. Agora, se
houver de novo uma tendência especulativa, se o pessoal se animar:
'vamos puxar esse câmbio para R$ 1,85', aí estaremos de novo
intervindo", disse o ministro.
Entre as medidas que o governo poderia tomar, Mantega citou a
elevação do Imposto sobre Operações Financeira (IOF) nas operações de
ingresso de moeda estrangeira no país e a compra de dólares no mercado.
"Se houver tendência especulativa, aumentaremos a intervenção: posso
comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs (que foram
reduzidos)", disse, acrescentando que o dólar está flutuando em uma
faixa adequada.
O dólar rompeu no final de janeiro o piso de uma banda informal de R$
2,00 a R$ 2,10 que vigorou durante boa parte de 2012, e o mercado
interpretou esse movimento como um sinal de preocupação com a inflação.
Desde então, o dólar tem ficado em torno de R$ 1,98.
"O câmbio está flutuando mais ao sabor do mercado. Flutua sem causar
prejuízo ao exportador, não está causando prejuízo ao importador de
máquinas e equipamentos. O câmbio encontrou faixa de flutuação
razoável", avaliou o ministro. Opiniões divergentes
Mantega reforçou que o governo não irá utilizar o câmbio para conter a
inflação, e se mostrou otimista em relação à variação dos preços.
Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
subiu 0,86%, a maior taxa mensal em quase oito anos, acumulando em 12
meses alta 6,15%, bem próximo do teto da meta oficial de 6,50%.
"A projeção é que janeiro foi o pico. Eu não tenho projeção até
dezembro, mas nos próximos meses ela (inflação) vai para baixo", disse o
ministro.
A sua avaliação difere da manifestada pelo presidente do Banco
Central, Alexandre Tombini, que na manhã desta quinta-feira disse que a
autoridade monetária está preocupada com a inflação no curto prazo, e
que a inflação acumulada em 12 meses cairá apenas no segundo semestre.
Questionado sobre se a sua avaliação diverge da de Tombini, o
ministro respondeu: "Por isso é que nós somos independentes, a opinião
dele pode ser diferente da minha".
Mantega disse que espera para fevereiro uma inflação mais baixa em
decorrência da contribuição da redução da tarifa de energia elétrica,
que segundo ele, ficará entre 0,4 e 0,5 ponto percentual, além de recuo
nos preços dos alimentos. Para o ano como um todo, ele disse esperar que
a inflação fique inferior a 5,6%. Rentabilidade garantida
Com um tom mais cauteloso em relação ao crescimento econômico,
Mantega disse esperar um melhor desempenho da economia este ano, mas
salientou que a recuperação será gradual.
"A economia brasileira vem melhorando desde o segundo semestre do ano
passado, gradualmente vem melhorando o nível de consumo, vem melhorando
certos setores. Então, está em um processo gradual de recuperação".
Ele evitou falar em percentual de crescimento, embora venha dizendo
que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ficará entre 3% e 4% este
ano.
Para atingir esta taxa de crescimento, o governo está contando com a
ampliação dos investimentos, principalmente em infraestrutura.
Para atrair os investidores, Mantega disse o governo vai assegurar
uma taxa de retorno real superior a 10% nos programas de concessão de
ferrovias, portos e aeroportos, além das rodovias.
"Isso posso garantir: todos terão rentabilidade elevada e estamos falando de rentabilidade real acima de 10%", informou.
"Tenho que examinar esses editais e as condições, se der para
melhorar vou melhorar porque o objetivo é que todos tenham rentabilidade
elevada."
Will Landers, gestor da BlackRock, diz em entrevista
ao Estado de S. Paulo que queda recente das ações não oferece
oportunidade aos acionistas
SÃO PAULO - A maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock evita investir nas ações da Petrobras (PETR3, PETR4)
no momento. Will Landers, gestor de fundos ativos da BlackRock, que
possui US$ 6,5 bilhões em investimentos na América Latina, se mostrou
pouco animado com o reajuste de combusítveis, revela reportagem do Estado de S. Paulo desta sexta-feira (8).
O gestor diz ao jornal que a forte queda das ações nos últimos dias,
pressionadas pelo resultado pouco animador para o último ano, não
oferece uma oportunidade aos investidores, já que o investimento na
empresa sofre com a falta de catalisadores. Nesta semana, as ações ON já
caíram mais de 13%, enquanto a desvalorização dos papéis PN superam os 5%.
Landers lembra que a própria presidente da companhia, Maria das
Graças Foster, alertou que a empresa não mostrará crescimento até 2014,
ao menos na produção. Para investir na empresa o acionista tem que
acreditar nas palavras de Graça Foster, mas o histórico da petrolífera é
de falhar em entregar as metas propostas. BlackRock, que entrou em rota de colisão com a Petrobras em 2012, vê a estatal com desconfiança (Wikimedia Commons)
Já a diferença no pagamento de dividendos entre as ações ordinárias e
preferenciais - que historicamente apresentavam valores iguais - foi
bem vista pelo gestor da BlackRock, já que o caixa da empresa limita os
investimentos, apesar de parte do mercado ter criticado a postura da
estatal. Emerson Leite, analista do Credit Suisse, avaliou em
teleconferência com a diretoria da empresa essa mudança como um
retrocesso em termos de governança.
A BlackRock, que já foi o principal acionista minoritário da
Petrobras, entrou em rota de choque com a estatal depois de ter duas
indicações para o conselho de administração derrubado pelos fundos de
pensão no último ano. Preferência por ValeEntre as blue chips brasileiras, Landers mostra mais otimismo com a Vale (VALE3, VALE5).
Ele diz ao jornal que vem fazendo compras na mineradora desde o último
trimestre de 2012, sendo que o percentual de Vale no patrimônio dos
fundos da BlackRock subiu de 7% para 10,1%.
Ele diz que a Vale começa já começa a retomar a confiança dos
investidores, refletindo a alta no minério de ferro e uma estratégia de
gestão bem sucedida por parte de Murilo Ferreira.
SÃO PAULO - Contratar ou reter talentos está custando
cada vez mais caro para as empresas brasileiras, especialmente as
paulistanas, segundo o estudo da Page Personnel que revelou os dez
maiores ganhos salariais em 2012.
Liderando a lista, o Administrador de Banco de Dados Júnior teve um
aumento de 90,3% no período, em comparação a 2011. Com o salário
turbinado, hoje o profissional ganha R$ 4,7 mil por mês.
Para o diretor-executivo da consultoria, Roberto Picino, os
profissionais listados são valorizados no mercado de trabalho, mas há
falta de talentos nas áreas - fatores que inflacionam seus salários a
cada ano. “A combinação procura e oferta impactou no resultado desses
salários e o ganho médio real desse grupo ficou acima da média do
mercado”. Um estudo da Page Personnel revelou os dez maiores ganhos salariais em 2012 (Getty Images)Top 10 Veja abaixo a lista das 10 profissões que tiveram os maiores aumentos salariais em 2012:
Profissão
Aumento Salarial(%)
Salário médio em 2012
*Page Personnel
Administrador de Banco de Dados Júnior
90,3%
R$ 4,7 mil
Projetista Civil Pleno
75,8%
R$ 7,5 mil
Técnico de Edificações
72.9%
R$ 7,5 mil
Analista Fiscal Tributário Pleno
32.4%
R$ 5,5 mil
Analista Contábil Júnior
24.9%
R$ 4,5 mil
Analista de Crédito Júnior - Bancos de Investimento