terça-feira, 12 de março de 2013

Brasil é o país onde Santander mais lucra no mundo, mas corta empregos

Brasil é o país onde Santander mais lucra no mundo, mas corta empregos.



 O lucro líquido do banco espanhol aqui foi semelhante à de toda a Europa Continental e maior que à do restante da América Latina” Escrito por: Contraf-CUT O lucro líquido gerencial do Santander Brasil, de R$ 6,329 bilhões em 2012, só foi 4,98% inferior ao do ano anterior porque o banco espanhol aumentou em 30,11% as provisões para despesas com devedores duvidosos (PDD), apesar de a inadimplência nesse período ter crescido apenas 1 ponto percentual. Esse resultado grandioso, mesmo em um ano em que os juros e o spread caíram por pressão do governo federal e dos bancos públicos, manteve o Santander Brasil com a maior participação (26%) no lucro do banco espanhol em todo o mundo, o que não o impediu de fechar 572 postos de trabalho de bancários brasileiros, ao contrário do que ocorreu em outros países onde atua, inclusive na matriz na Espanha. Essas são as principais conclusões da análise que o Dieese fez do balanço de 2012 do Santander divulgado na manhã desta quinta-feira 31 de janeiro. Clique aqui para ver o estudo do Dieese. Leia aqui notícia com mais dados do balanço do banco. "Em nenhum outro país do mundo, o Santander ganha tanto dinheiro quanto no Brasil. Aliás, o lucro líquido do banco espanhol aqui foi semelhante à de toda a Europa Continental e maior que à do restante da América Latina", denuncia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "No entanto, lá na Espanha, em crise financeira, o Santander fecha acordo com os sindicatos, garantindo mecanismos de informação, diálogo e respeito aos direitos dos funcionários, sem medidas traumáticas. E aqui no Brasil demitiu sem justa causa 1.153 trabalhadores somente em dezembro e se recusa a negociar formas de proteção ao emprego com o movimento sindical", compara. Maquiagem no balanço Repetindo a estratégia de todo o sistema financeiro nacional no ano passado, o Santander mais uma vez superdimensionou as provisões para dívidas superiores a 90 dias, que nos últimos 12 meses passaram de R$ 11,5 bilhões para R$ 14,9 bilhões, um aumento de 30,11%. "Essas provisões representam duas vezes e meia o lucro líquido do banco no ano, o que é um evidente exagero diante de uma realidade em que a inadimplência cresceu 1 ponto percentual em 2012, mas vem caindo. Essa maquiagem no balanço visa ludibriar o governo e a sociedade e tem impacto negativo até na distribuição da PLR", critica Carlos Cordeiro. Mesmo com a pequena redução dos juros e do spread no ano passado por força da pressão do governo federal e da ação de mercado dos bancos públicos, o Santander aumentou as operações de crédito em 8%, ampliou a receita de prestação de serviços em 12% e as rendas de tarifas bancárias também em 12%. Com isso, a receita de prestação de serviços passou a cobrir 137,7% das despesas de pessoal, um incremento de 5,13 pontos percentuais. "Como se vê, a situação do Santander é privilegiada no Brasil. O banco espanhol precisa retribuir a sociedade brasileira com crédito mais barato, criação de empregos e respeito aos trabalhadores e suas entidades representativas. Vamos intensificar essa cobrança em 2013", avisa o presidente da Contraf-CUT.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Rever que país é este

Impeachment do Presidente do Senado: Renan Calheiros

Impeachment do Presidente do Senado: Renan Calheiros

Impeachment do Presidente do Senado: Renan Calheiros
1,360,000
923,687
923,687 assinaturas. Vamos chegar a 1,360,000


http://www.avaaz.org/po/petition/Impeachment_do_Presidente_do_Senado_Renan_Calheiros/?cpolXdb

Governo não permitirá dólar a R$ 1,85, diz Mantega

Governo não permitirá dólar a R$ 1,85, diz Mantega

Brasil Econômico   - Por Alonso Soto e Luciana Otoni/Reuters
08/02/13 08:47
"O câmbio está flutuando mais ao sabor do mercado", disse o ministro

"Se houver tendência especulativa, aumentaremos a intervenção: posso comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs", disse o ministro.
O governo brasileiro não permitirá que o dólar volte a ser cotado a R$ 1,85 e intervirá no mercado caso seja necessário, assegurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista exclusiva à Reuters Na quinta-feira (7/2).
"O ideal é que não houvesse intervenção, mas isso é sonho. Agora, se houver de novo uma tendência especulativa, se o pessoal se animar: 'vamos puxar esse câmbio para R$ 1,85', aí estaremos de novo intervindo", disse o ministro.
Entre as medidas que o governo poderia tomar, Mantega citou a elevação do Imposto sobre Operações Financeira (IOF) nas operações de ingresso de moeda estrangeira no país e a compra de dólares no mercado.
"Se houver tendência especulativa, aumentaremos a intervenção: posso comprar mais reservas e posso reconstituir os IOFs (que foram reduzidos)", disse, acrescentando que o dólar está flutuando em uma faixa adequada.
O dólar rompeu no final de janeiro o piso de uma banda informal de R$ 2,00 a R$ 2,10 que vigorou durante boa parte de 2012, e o mercado interpretou esse movimento como um sinal de preocupação com a inflação. Desde então, o dólar tem ficado em torno de R$ 1,98.
"O câmbio está flutuando mais ao sabor do mercado. Flutua sem causar prejuízo ao exportador, não está causando prejuízo ao importador de máquinas e equipamentos. O câmbio encontrou faixa de flutuação razoável", avaliou o ministro.
Opiniões divergentes
Mantega reforçou que o governo não irá utilizar o câmbio para conter a inflação, e se mostrou otimista em relação à variação dos preços.
Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,86%, a maior taxa mensal em quase oito anos, acumulando em 12 meses alta 6,15%, bem próximo do teto da meta oficial de 6,50%.
"A projeção é que janeiro foi o pico. Eu não tenho projeção até dezembro, mas nos próximos meses ela (inflação) vai para baixo", disse o ministro.
A sua avaliação difere da manifestada pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que na manhã desta quinta-feira disse que a autoridade monetária está preocupada com a inflação no curto prazo, e que a inflação acumulada em 12 meses cairá apenas no segundo semestre.
Questionado sobre se a sua avaliação diverge da de Tombini, o ministro respondeu: "Por isso é que nós somos independentes, a opinião dele pode ser diferente da minha".
Mantega disse que espera para fevereiro uma inflação mais baixa em decorrência da contribuição da redução da tarifa de energia elétrica, que segundo ele, ficará entre 0,4 e 0,5 ponto percentual, além de recuo nos preços dos alimentos. Para o ano como um todo, ele disse esperar que a inflação fique inferior a 5,6%.
Rentabilidade garantida
Com um tom mais cauteloso em relação ao crescimento econômico, Mantega disse esperar um melhor desempenho da economia este ano, mas salientou que a recuperação será gradual.
"A economia brasileira vem melhorando desde o segundo semestre do ano passado, gradualmente vem melhorando o nível de consumo, vem melhorando certos setores. Então, está em um processo gradual de recuperação".
Ele evitou falar em percentual de crescimento, embora venha dizendo que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) ficará entre 3% e 4% este ano.
Para atingir esta taxa de crescimento, o governo está contando com a ampliação dos investimentos, principalmente em infraestrutura.
Para atrair os investidores, Mantega disse o governo vai assegurar uma taxa de retorno real superior a 10% nos programas de concessão de ferrovias, portos e aeroportos, além das rodovias.
"Isso posso garantir: todos terão rentabilidade elevada e estamos falando de rentabilidade real acima de 10%", informou.
"Tenho que examinar esses editais e as condições, se der para melhorar vou melhorar porque o objetivo é que todos tenham rentabilidade elevada."

Maior gestora de ativos do mundo evita investimentos na Petrobras

Will Landers, gestor da BlackRock, diz em entrevista ao Estado de S. Paulo que queda recente das ações não oferece oportunidade aos acionistas

SÃO PAULO - A maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock evita investir nas ações da Petrobras (PETR3, PETR4) no momento. Will Landers, gestor de fundos ativos da BlackRock, que possui US$ 6,5 bilhões em investimentos na América Latina, se mostrou pouco animado com o reajuste de combusítveis, revela reportagem do Estado de S. Paulo desta sexta-feira (8).
O gestor diz ao jornal que a forte queda das ações nos últimos dias, pressionadas pelo resultado pouco animador para o último ano, não oferece uma oportunidade aos investidores, já que o investimento na empresa sofre com a falta de catalisadores. Nesta semana, as ações ON já caíram mais de 13%, enquanto a desvalorização dos papéis PN superam os 5%.
Landers lembra que a própria presidente da companhia, Maria das Graças Foster, alertou que a empresa não mostrará crescimento até 2014, ao menos na produção. Para investir na empresa o acionista tem que acreditar nas palavras de Graça Foster, mas o histórico da petrolífera é de falhar em entregar as metas propostas.
BlackRock, que entrou em rota de colisão com a Petrobras em 2012, vê a estatal com desconfiança (Wikimedia Commons)
BlackRock, que entrou em rota de colisão com a Petrobras em 2012, vê a estatal com desconfiança (Wikimedia Commons)
Já a diferença no pagamento de dividendos entre as ações ordinárias e preferenciais - que historicamente apresentavam valores iguais - foi bem vista pelo gestor da BlackRock, já que o caixa da empresa limita os investimentos, apesar de parte do mercado ter criticado a postura da estatal. Emerson Leite, analista do Credit Suisse, avaliou em teleconferência com a diretoria da empresa essa mudança como um retrocesso em termos de governança.
A BlackRock, que já foi o principal acionista minoritário da Petrobras, entrou em rota de choque com a estatal depois de ter duas indicações para o conselho de administração derrubado pelos fundos de pensão no último ano.
Preferência por ValeEntre as blue chips brasileiras, Landers mostra mais otimismo com a Vale (VALE3, VALE5). Ele diz ao jornal que vem fazendo compras na mineradora desde o último trimestre de 2012, sendo que o percentual de Vale no patrimônio dos fundos da BlackRock subiu de 7% para 10,1%.
Ele diz que a Vale começa já começa a retomar a confiança dos investidores, refletindo a alta no minério de ferro e uma estratégia de gestão bem sucedida por parte de Murilo Ferreira.

As 10 profissões que receberam os maiores aumentos salariais em 2012




Liderando a lista, o Administrador de Banco de Dados Júnior teve um aumento de 90,3% no período

Por Luiza Belloni Veronesi 
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SÃO PAULO - Contratar ou reter talentos está custando cada vez mais caro para as empresas brasileiras, especialmente as paulistanas, segundo o estudo da Page Personnel que revelou os dez maiores ganhos salariais em 2012.
Liderando a lista, o Administrador de Banco de Dados Júnior teve um aumento de 90,3% no período, em comparação a 2011. Com o salário turbinado, hoje o profissional ganha R$ 4,7 mil por mês.
Para o diretor-executivo da consultoria, Roberto Picino, os profissionais listados são valorizados no mercado de trabalho, mas há falta de talentos nas áreas - fatores que inflacionam seus salários a cada ano. “A combinação procura e oferta impactou no resultado desses salários e o ganho médio real desse grupo ficou acima da média do mercado”.
Um estudo da Page Personnel revelou os dez maiores ganhos salariais em 2012 (Getty Images)
Um estudo da Page Personnel revelou os dez maiores ganhos salariais em 2012 (Getty Images)
Top 10
Veja abaixo a lista das 10 profissões que tiveram os maiores aumentos salariais em 2012:
Profissão  Aumento Salarial(%)Salário médio em 2012
*Page Personnel
Administrador de Banco de Dados Júnior 90,3% R$ 4,7 mil
Projetista Civil Pleno 75,8% R$ 7,5 mil
Técnico de Edificações 72.9% R$ 7,5 mil
Analista Fiscal Tributário Pleno 32.4% R$ 5,5 mil
Analista Contábil Júnior 24.9% R$ 4,5 mil
Analista de Crédito Júnior - Bancos de Investimento 24.9% R$ 6,5 mil
Analista de Comércio Exterior Pleno 24.9% R$ 4,7 mil
Engenheiro Ambiental Sênior 22.4% R$ 5,1 mil
Analista de Produtos Pleno - Varejo 14.9% R$ 7,2 mil
Analista de Crédito Sênior -Seguradora 12.9% R$ 6,5 mil