sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Maior gestora de ativos do mundo evita investimentos na Petrobras

Will Landers, gestor da BlackRock, diz em entrevista ao Estado de S. Paulo que queda recente das ações não oferece oportunidade aos acionistas

SÃO PAULO - A maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock evita investir nas ações da Petrobras (PETR3, PETR4) no momento. Will Landers, gestor de fundos ativos da BlackRock, que possui US$ 6,5 bilhões em investimentos na América Latina, se mostrou pouco animado com o reajuste de combusítveis, revela reportagem do Estado de S. Paulo desta sexta-feira (8).
O gestor diz ao jornal que a forte queda das ações nos últimos dias, pressionadas pelo resultado pouco animador para o último ano, não oferece uma oportunidade aos investidores, já que o investimento na empresa sofre com a falta de catalisadores. Nesta semana, as ações ON já caíram mais de 13%, enquanto a desvalorização dos papéis PN superam os 5%.
Landers lembra que a própria presidente da companhia, Maria das Graças Foster, alertou que a empresa não mostrará crescimento até 2014, ao menos na produção. Para investir na empresa o acionista tem que acreditar nas palavras de Graça Foster, mas o histórico da petrolífera é de falhar em entregar as metas propostas.
BlackRock, que entrou em rota de colisão com a Petrobras em 2012, vê a estatal com desconfiança (Wikimedia Commons)
BlackRock, que entrou em rota de colisão com a Petrobras em 2012, vê a estatal com desconfiança (Wikimedia Commons)
Já a diferença no pagamento de dividendos entre as ações ordinárias e preferenciais - que historicamente apresentavam valores iguais - foi bem vista pelo gestor da BlackRock, já que o caixa da empresa limita os investimentos, apesar de parte do mercado ter criticado a postura da estatal. Emerson Leite, analista do Credit Suisse, avaliou em teleconferência com a diretoria da empresa essa mudança como um retrocesso em termos de governança.
A BlackRock, que já foi o principal acionista minoritário da Petrobras, entrou em rota de choque com a estatal depois de ter duas indicações para o conselho de administração derrubado pelos fundos de pensão no último ano.
Preferência por ValeEntre as blue chips brasileiras, Landers mostra mais otimismo com a Vale (VALE3, VALE5). Ele diz ao jornal que vem fazendo compras na mineradora desde o último trimestre de 2012, sendo que o percentual de Vale no patrimônio dos fundos da BlackRock subiu de 7% para 10,1%.
Ele diz que a Vale começa já começa a retomar a confiança dos investidores, refletindo a alta no minério de ferro e uma estratégia de gestão bem sucedida por parte de Murilo Ferreira.

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