sábado, 26 de fevereiro de 2011

Seu dinheiro pode render mais





Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft - Crédito: Ilustração 3D de Atômica Studio sobre foto de Marcelo Spatafora
Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft

A VEZ DA BOLSA
Daqui a cinco anos, 5 milhões de brasileiros devem ingressar na bolsa de valores, segundo a previsão da Valore Investimentos Personalizados, de Curitiba, Paraná. Vai ser um salto e tanto. Hoje, pouco mais de 557 000 pessoas compram e vendem ações, o equivalente a 0,3% da população. O Brasil ainda está muito distante do perfil dos investidores americanos. Nos Estados Unidos, 40% da população aplica em bolsa.

Lá, contam a favor do investidor os baixos índices de inflação e a estabilidade financeira, apesar da crise econômica. “As pessoas conseguem enxergar o ganho real das aplicações e podem comparar produtos”, diz Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados. Aqui, ao contrário dos Estados Unidos, a taxa de juro ainda é alta (apesar das quedas recentes) e os investimentos conservadores garantem boa rentabilidade.

Mas esse cenário deve mudar porque a taxa básica de juros vai cair ainda mais no longo prazo e a estabilidade econômica deve se manter. “Daí a tendência é de os investimentos conservadores não terem tanto retorno e as pessoas vão ter mais apetite para buscar uma rentabilidade maior”, diz Sérgio.

Mudanças à vista
Aos poucos, o porto seguro da caderneta de poupança está dando lugar a outros investimentos. O Grupo Santander já começou a registrar uma mudança no comportamento de seus clientes. De janeiro a março de 2010, 68% dos novos investidores que passaram pela análise de perfil do investidor, implantada pelos bancos no início deste ano, tinham perfil moderado ou arrojado. Ou seja, podem ficar longe da conservadora poupança e se aproximar de investimentos que rendem mais. Por exemplo, quem investe 10 000 reais na poupança pode acumular 10 650 reais ao final de um ano.

Por outro lado, quem aplicar o mesmo valor em CDB, que paga 95% do CDI, pode acumular 10 706 reais no mesmo período. Uma diferença de 56 reais. Claro, existem investimentos que dão retornos menores do que a poupança.

Quem aplica os mesmos 10 000 reais num fundo com taxa de administração de 3% ao ano, por exemplo, vai acumular 10 488 reais em um ano. Para quem quer ser arrojado, mas nem tanto, uma boa opção são os fundos de capital protegido. Eles garantem ao investidor que as perdas não vão ultrapassar um valor predeterminado, mas cobram uma taxa de administração mais alta do que a dos fundos tradicionais. “Foram os investimentos que mais cresceram na instituição. Três vezes mais do que qualquer outro produto do banco”, diz Eduardo Jurcevic, do Grupo Santander.

BOAS ALTERNATIVAS
Você pode tirar dúvidas sobre aplicações financeiras nos livros, cursos e palestras. Se for destinar parte do dinheiro para investir em ações, peça sugestões aos profissionais de uma corretora de valores de sua confiança.

No site da BM&FBovespa há uma lista delas. Se você considera diversificar suas aplicações, fique atento a uma dica importante. “Mantenha na poupança uma reserva correspondente a seis meses do valor de seus gastos fixos”, diz Gustavo Cerbasi, consultor financeiro pessoal e sócio-diretor da Cerbasi & Associados Planejamento Financeiro. Com isso, você terá dinheiro para uma emergência, sem sacrificar a rentabilidade de suas outras aplicações.

Volta de estrangeiro à bolsa é chuva de verão

Não deu nem tempo do mercado se animar com a volta do estrangeiro. Ele voltou, beliscou alguns ganhos de curto prazo aqui e acolá e rapidamente vendeu as ações e de novo saiu do mercado. A impressão que se tem é que a rápida entrada do capital internacional na bolsa foi apenas um ponto fora da curva, dentro de uma tendência que continua sendo de fuga dos mercados emergentes.
Depois de 15 pregões consecutivos de saída, o saldo líquido (diferença entre compras e vendas) de estrangeiro foi positivo nos dias 17, 18 e 21 deste mês. No dia 17, as compras superaram as vendas em R$ 303 milhões. No dia seguinte, esse fluxo foi positivo em R$ 461 milhões e, no dia 21, de mais R$ 21,5 milhões. No entanto, na terça-feira (dia 22), a moeda virou e o saldo já foi negativo em R$ 150 milhões.
No mês, esse saldo está negativo em R$ 1,508 bilhão, acumulando no ano uma saída de R$ 1,107 bilhão. "Não houve mudanças de fundamentos para justificar uma volta do estrangeiro de mais longo prazo", diz o gestor de renda variável da Infinity Asset Management, George Sanders.
Ele acredita que esse rápido retorno foi principalmente para cobrir grandes posições de vendas a descoberto (vender sem ter o papel). "Foram compras apenas para 'zerar' as vendas a descoberto, o que é muito diferente de compras puras de ações", diz Sanders. Um sinal importante de que o capital internacional continua arisco é que esses investidores continuam com posições vendidas nos contratos de Índice Bovespa futuro.
A análise gráfica mostra que tanto a recente recuperação do mercado quanto a volta do estrangeiro é apenas um repique, segundo o sócio da Leandro Stormer Trading Leandro Ruscher. "Continuamos vendo uma saída do capital especulativo em direção aos mercados desenvolvidos, algo que não ocorria há tempos."
Depois de três dias positivo, fluxo fica negativo novamente
Como uma volta mais consistente do estrangeiro parece improvável, Ruscher não acredita numa recuperação do mercado, já que a bolsa brasileira ainda é muito dependente desse público.
Os gestores também atribuem a volta do estrangeiro ao recente movimento de valorização da Petrobras. O investidor deu o ar da graça para aproveitar a recuperação dos papéis da estatal, reflexo da escalada do petróleo.
Odiretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, é do grupo dos que defendem que a saída do estrangeiro é um movimento de curto prazo. "Esse dinheiro saiu da bolsa, mas nem saiu do Brasil, do contrário, teria causado uma pressão de alta do dólar, o que não ocorreu", diz Bandeira. Se esse dinheiro continua aqui é porque, no mínimo, o investidor ainda tem planos de voltar para o mercado assim que o cenário estiver melhor, acredita Bandeira.
Ontem, o Ibovespa fechou em tímida alta de 0,06% aos 66.948 pontos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Investimentos da Laep



A assessoria da Daslu informou que o dinheiro injetado pelos novos controladores será usado para expandir a marca da loja para outras capitais do Brasil.
A Laep já havia investido US$ 10 milhões na Daslu em julho, após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial, disse na semana passada uma pessoa envolvida nas negociações. A pessoa pediu anonimato porque, naquela data, não tinha autorização para falar sobre a operação.
Maior marca de luxo do Brasil, em julho de 2005 a empresa foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação conduzida pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
Eliana Tranchesi foi condenada a 94 anos e meio de prisão, sob a acusação de evasão fiscal. Depois de ser presa e recorrer da decisão, ela foi solta e aguarda sentença final em liberdade.
A Laep, fundada em 1994, já investiu em seis empresas de alimentos e varejo, incluindo a GDC Alimentos SA e Camil Alimentos SA, no Brasil, e a Eurocash SA, na Polônia, segundo o website da empresa. Em 2006, assumiu o controle da Parmalat no Brasil depois de se comprometer a pagar uma dívida de US$ 50 milhões. Em outubro de 2007, a companhia captou R$ 507,6 milhões com uma abertura de capital.

Lucro da Vivo dispara no 4o tri, para R$864,2 milhões


Melhor performance operacional, menores despesas com depreciação e melhor resultado financeiro impulsionaram lucro da companhia

Loja da Vivo
A Vivo é a maior operadora celular do Brasil
São Paulo - A Vivo, maior operadora celular do Brasil, anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de 864,2 milhões de reais para o quarto trimestre, contra 203,3 milhões de reais um ano antes.
A média das estimativas de seis analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro de 594 milhões de reais para a empresa no período.

No balanço, a Vivo afirma que o lucro trimestral quatro vezes maior que o registrado um ano antes deve-se a "melhor performance operacional, menores despesas com depreciação e melhor resultado financeiro".

A receita líquida totalizou 4,86 bilhões de reais nos três meses até dezembro, alta de 10,1 por cento na comparação anual.

A companhia, controlada pela espanhola Telefónica, terminou dezembro com 60,29 milhões de clientes, crescimento de 4,5 por cento sobre o final de setembro e de 16,5 por cento em 12 meses.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 1,677 bilhão de reais de outubro a dezembro, ante 1,387 bilhão de reais no mesmo período de 2009. A margem passou de 31,4 por cento para 34,5 por cento.

A Vivo anunciou que planeja investir 3,482 bilhões de reais em 2011, após 2,489 bilhões de reais desembolsados no ano passado.

A operadora móvel será incorporada pela Telesp, concessionária de telefonia fixa em São Paulo e também controlada pela Telefónica

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Petróleo sobe e ajuda Bovespa; Líbia segue no radar

Apesar de menos intenso, o quadro de aversão a risco se mantinha nas bolsas de valores internacionais nesta quarta-feira, ainda motivado por tensões políticas na Líbia. A Bovespa, por outro lado, beneficiava-se dos ganhos do petróleo e subia mais de 1%.
Temores relacionados à onda de violência e protestos no país africano, terceiro maior produtor de petróleo do continente, seguiam valorizando os preços da commodity, o que alimentava preocupações com inflação e solidez da retomada econômica global.
A repressão a manifestantes contrários ao regime de Muammar Gaddafi provavelmente já matou mil pessoas, de acordo com o chanceler italiano, Franco Frattini. Nesta quarta-feira, um caça da Força Aérea da Líbia sofreu um acidente perto de Benghazi, após a tripulação saltar de paraquedas por recusar-se a bombardear a cidade, informou o jornal líbio Quryna.
As bolsas de valores norte-americanas e europeias captavam o ambiente arisco e oscilavam no vermelho. No mercado global de câmbio, a busca por segurança privilegiava o franco suíço , que atingia a máxima do ano frente ao dólar. A divisa dos EUA cedia ante uma cesta de moedas , sob o peso ainda dos ganhos do euro e da libra esterlina , em meio a perspectivas de aumento de juro na Europa.
As intervenções do Banco Central nas operações cambiais domésticas levavam o dólar a anular a queda contra o real, predominante ao longo da manhã.
A autoridade monetária divulgou mais cedo que incorporou às reservas US$ 6,583 bilhões por meio de leilões de compra de dólares no mercado à vista neste mês com liquidação até dia 21, ao passo que adquiriu US$ 362 milhões nas operações a termo até 18.
Na mesma ocasião, o BC reportou um déficit em transações correntes de US$ 5,409 bilhões no mês passado, o maior desde dezembro de 2009, refletindo a demanda doméstica crescente por bens e serviços importados.
Os juros futuros subiam, com o mercado digerindo mais dados de inflação e a alta nos preços do petróleo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,61% na terceira prévia de fevereiro, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo teve acréscimo de 0,7% na terceira quadrissemana deste mês.
Investidores também observavam a sabatina no Senado de Altamir Lopes e Sidnei Marques, indicados pelo presidente do BC a novas diretorias no banco. Marques afirmou que a inflação requer "constante atenção", ao passo que Lopes disse que o descompasso entre oferta e demanda justifica a elevação da Selic.

TIM encerra 2010 com lucro de R$ 2,2 bilhões


Lucro líquido saltou 176% e operadora teve recorde de adições de clientes, com 10 milhões de novos usuários

TIM
Loja da TIM: bons resultados em 2010, com recorde de clientes
São Paulo – A operadora TIM encerrou 2010 com lucro líquido de 2,2 bilhões de reais -- 176% acima dos 801 milhões do ano anterior. A operadora teve também alta de 18,4% no Ebitda na comparação anual, aos 4,19 bilhões de reais, com margem de 29%, contra 25,8% no ano anterior. No consolidado do ano, a receita líquida cresceu 5,2%, atingindo 14,46 bilhões de reais. A receita líquida de serviços fechou 2010 em 13,57 bilhões de reais, 6,1% a mais se comparada a 2009.
Recuperação no mercado - Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TIM bateu recorde de crescimento de base no mercado brasileiro de telefonia móvel no ano passado, registrando 10 milhões de adições líquidas. O número de clientes saltou para 51 milhões e a operadora encerrou 2010 com 25,1% de participação de mercado, contra 23,6% no ano anterior. Para crescer, Luca Luciani, presidente da operadora, explica a estratégia. “É necessária muita inovação, mais do que uma guerra de preços", disse ele, em teleconferência de divulgação de resultados. “A ideia é fazer com que as pessoas usem mais os serviços.”
Uma das razões para esse desempenho foi a continuidade do incentivo ao uso de pacotes de voz e dados com os planos Liberty e Infinity. Um dos destaques da operadora no segundo semestre foi o lançamento do Infinity Web, plano que oferece internet móvel a 0,50 reais por dia, valor inferior ao cobrado por hora em lan houses. Lançado em setembro, o plano fez crescer a base, fechando o ano com 8,3 milhões de usuários. O programa sozinho contou com 1 milhão de usuários.
“Nossa proposta é seguir o mesmo conceito que adotamos para os planos de voz, levando em conta o potencial de compra da nova classe C”, diz Luciani. Segundo ele, há 20 milhões de possíveis novos clientes vindos da nova classe média. “O reposicionamento da empresa em áreas chave como qualidade, inovação, imagem vem produzindo valor para os acionistas, dobrando a geração de caixa, o lucro líquido e o dividendo”, diz ele.
Investimento em rede e serviços - Grande parte do investimento do ano, de 2,84 bilhões de reais, foi destinado à expansão da capacidade 2G e no aumento da capilaridade da rede 3G, que suportam o forte aumento do tráfego e garantem alto padrão de qualidade. Para ele, o crescimento da rede e a qualidade do 3G é fundamental. "Vamos fortalecer a rede de transmissão, mas ainda falta infraestrutura."
Além dessa tecnologia, a integração da TIM com a Intelig, consolidada no ano passado, também fez saltar as contas da empresa. A receita bruta da operação fixa totalizou 358 milhões de reais no quarto trimestre de 2010, alta superior a 30% em relação ao quarto trimestre de 2009. Segundo Luciani, a estratégia é desenhada em acelerar substituição fixo-móvel, aumentar o uso da internet no celular e banda-larga fixa com a Intelig. "Acredito que haverá competitividade mais acirrada na banda-larga, que demandará altos investimentos -- até mesmo do setor público --, o que poderá pressionar os custos de rede."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta terça-feira

Agência do Itaú Unibanco

Itaú Unibanco reporta lucro líquido de 13,3 bilhões de reais em 2010; Bradesco está próximo de adquirir 49% do banco do Carrefour no Brasil



A carteira de crédito total do Itaú Unibanco fechou 2010 com 335,5 bilhões de reais, uma elevação de 20,5% em termos anuais
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber:
1 – Fibria ganha da Suzano na renda fixa depois da venda de ativos. A Fibria Celulose, maior produtora mundial de celulose, está superando a Suzano Papel & Celulose no mercado de renda fixa, apesar da concorrente ter classificação de risco superior. O avanço dos bônus da Fibria vem na esteira da venda de 1,5 bilhão de reais em ativos, que reduziu a dívida da empresa em 19%.
2 – "Brasil pode estar perto de uma crise subprime", diz Financial Times. Com crescimento do crédito de 2,4 vezes o PIB nominal, o jornal britânico afirmou que a situação econômica do Brasil em cinco anos lembra "de forma preocupante" a crise financeira que alcançou o auge nos Estados Unidos em 2008. O artigo, escrito por Paul Marshall, CIO da Marshall Wace e administrador da Eureka Fund, mostra que as dívidas chegaram a 24% da renda no Brasil, criando uma bolha de crédito.
3 – Moody´s reduz perspectiva de rating do Japão. A agência de classificação de risco mudou nesta terça-feira (22) a perspectiva de rating dos títulos Aa2 da dívida japonesa de estável para negativa, citando as dificuldades enfrentadas pelo governo e o enfraquecimento das perspectivas para conter a expansão da dívida.
4 – TIM tem lucro líquido de R$ 1,9 bi no quarto trimestre. O grupo de telecomunicações TIM anunciou na noite de segunda-feira (21) um lucro líquido de 1,9 bilhão de reais no quarto trimestre de 2010, ante 416 milhões de reais no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o lucro trimestral foi impactado de maneira significativa pelo efeito de crédito fiscal e pelo ganho com variação cambial sobre a dívida.
5 – Frigorífico Minerva lançará programa de ADRs. O frigorífico Minerva anunciou ontem que o Conselho de Administração aprovou o lançamento de seu programa de recibos de ações nos Estados Unidos (ADR) de Nível 1. “Os objetivos com o programa de ADRs são aumentar a liquidez das ações, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil, acessar mais facilmente os investidores norte americanos, valorizar as ações da companhia e aumentar a visibilidade do Minerva no mundo", disse a empresa em fato relevante.
6 – Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 13,3 bi em 2010. O Itaú Unibanco anunciou hoje um lucro líquido de 13,3 bilhões de reais em 2010, o que indica uma alta de 32,3% na comparação com o ano anterior. Já o lucro líquido recorrente do banco foi de 13 bilhões de reais, o que representa um aumento de 24,1%. O banco encerrou o ano passado com ativos totais de 755,1 bilhões  de reais, uma expansão de 24,1% em 12 meses. O patrimônio líquido atingiu 60,9 bilhões de reais, um valor 20,1% maior que o registrado em 2009, segundo comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
7 – Santander Brasil deve receber R$ 3,17 bi por operação com Zurich. O Santander Brasil anunciou nesta terça-feira que vendeu a totalidade das ações da área de seguros para seu controlador na Espanha, em meio à parceria estratégica do grupo espanhol com a Zurich Financial Services. Com a operação, o Santander Brasil vai receber 3,167 bilhões de reais, informou o banco em comunicado ao mercado. A área de seguros será incorporada por uma holding que está adquirindo todas as seguradoras de ramos elementares e de vida do Santander no Brasil, Argentina, Chile, México e Uruguai.
8 – Petrobras é investigada por contratação de empresa. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro entrará com uma representação junto ao Ministério Público Federal contra a Petrobras por irregularidades na contratação da empresa Bureau Veritas (BV), fornecedora de mão de obra terceirizada à estatal. Segundo noticiou o blog do jornalista Ricardo Noblat de O Globo, o MPT identificou conflito de interesses na contratação da empresa, que, além de fornecer mão de obra à estatal, atua como certificadora junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP), preparando laudos de serviços nas plataformas.
9 – Bradesco perto de comprar 49% do banco do Carrefour no Brasil. O Bradesco está perto de comprar uma fatia no Carrefour Soluções Financeiras (CSF), o banco da rede francesa no Brasil, informa o Estado de S. Paulo citando duas fontes próximas às negociações. Além do Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil se interessaram pela aquisição de 49% do banco e visitaram o data room (centro de informações) em São Paulo. A melhor proposta até o momento foi a do Bradesco, de acordo com as fontes.
10 – Tensões na Líbia derrubam Bolsas da Ásia. Os mercados asiáticos fecharam em forte queda nesta terça-feira. Os investidores mostraram aversão ao risco, devido ao agravamento dos conflitos geopolíticos no norte da África e no Oriente Médio, especialmente com a situação na Líbia, grande produtora de petróleo. Em Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 2,1% e fechou aos 22.990,81 pontos. Analistas disseram esperar que o índice encontre sustentação no nível dos 22 mil pontos na semana que vem.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

emae4 a hora é agora

Sobre a EMAE


A EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energias S.A., de capital aberto, de direito privado,
incorporadora de parcelas do patrimônio cindido da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S.A.,
com controle acionário exercido pelo Governo do Estado de São Paulo, iniciou suas operações
como Concessionária do Serviço Público de Energia Elétrica, em parte do Estado de São Paulo
em 01/01/1998, passando a explorar os serviços públicos de produção de energia elétrica nas
centrais geradoras relacionadas na Resolução ANEEL n°72, de 25/03/1998.
A EMAE é detentora e operadora de um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica,
localizado na Região Metropolitana de São Paulo, Médio Tietê e Vale do Rio Paraíba do Sul. Esse
sistema é constituído de reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas, cuja principal
característica é a de exigir uma operação voltada para o aproveitamento racional das águas
superficiais e a busca pelo aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos disponíveis,
promovendo, dessa forma, a geração de energia, o controle de cheias, o fornecimento de água
bruta para o abastecimento público, o lazer e a pesca.

Abinee quer aumento de imposto sobre importações

Com déficit de US$ 2,33 bi na balança comercial de eletroeletrônicos em janeiro, a Abinee pede que o governo aumente a alíquota sobre equipamentos industriais e GTD importados de 15% para 35%. 



As exportações de celulares foram as que mais caíram, passando de US$ 77 milhões em janeiro de 2010 para US$ 47 milhões no primeiro mês de 2011
As exportações de celulares foram as que mais caíram, passando de US$ 77 milhões em janeiro de 2010 para US$ 47 milhões no primeiro mês de 2011

A alíquota de 35% foi instituída como valor limite para produtos brasileiros pela Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não é a aplicada para equipamentos industriais e de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia importados.
Dados preliminares da associação apontam que, em janeiro, o déficit da balança comercial do setor ficou 25% acima do registrado no mesmo período do ano passado.
Luiz Cezar Rochel, gerente de economia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), afirma que já fez a solicitação ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), mas não obteve resposta. "Não houve nada que mudasse o quadro da competitividade interno e externo".
Além disso, o setor ainda sofre com a valorização da moeda brasileira, que torna nossos produtos menos competitivos. "Hoje esse é o nosso principal problema, se você olhasse alguns anos atrás, quando o câmbio era favorável, ninguém reclamava de exportação", diz.
Encargo trabalhista é outro fator que pesa negativamente na balança comercial. "Os encargos são questões sérias que tiram a competitividade dos nossos produtos. O funcionário ganha pouco, mas os encargos são elevados", explica Rochel.
Para ele, a redução na cobrança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seria "uma medida muito bem-vinda" para amenizar este problema.
Para zerar o déficit da balança comercial, Rochel conta que seria preciso desenvolver uma indústria de componentes no país. "Mais da metade das importações são de componentes. Em janeiro foram gastos US$ 35 bilhões com produtos importados, sendo que US$ 18 milhões foram com importação de componentes".
Rochel conta que o governo já criou um programa para investimentos de semicondutores, mas os projetos ainda são pequenos e insuficientes para suprir a demanda da indústria brasileira.
"Existe um esforço do governo para que a indústria invista em tecnologia e inovação para melhorar a competitividade por meio do desenvolvimento de novos produtos, mas isso é um processo demorado", lamenta.
Celulares
As exportações de celulares foram as que mais caíram, passando de US$ 77 milhões em janeiro de 2010 para US$ 47 milhões no primeiro mês de 2011. O setor de telecomunicações é o que mais tem sofrido devido às medidas protecionistas tomadas pela Argentina. "Há um controle de importação rigoroso na Argentina e os celulares foram incluídos nessa lista", diz Rochel.
"A recente decisão da Argentina de impor licenças prévias para uma lista ampliada de produtos, que inclui bens eletroeletrônicos, evidencia a necessidade do Brasil de repensar sua participação no Mercosul", diz Humberto Barbato, presidente da Abinee. Para ele, a medida desrespeita as regras do bloco e foi tomada sem discussão prévia entre os países membros.
Apesar disso, Barbato diz que a medida não deve ser retaliada, pois o governo argentino está fazendo a sua política industrial, e que isso deveria servir de exemplo para o Brasil. "Vamos propor que nosso governo adote as mesmas medidas para produtos importados — principalmente para os que vêm da China — e que tenham fabricação no nosso país".
Dos componentes para a fabricação de produtos de telecomunicações importados, 43% vêm da China, grande vilão da balança comercial brasileira em diversos setores devido à suas indústrias tecnologicamente mais competitivas e os baixos preços.

Conheça cinco razões para entrar na Bolsa em 2011

SÃO PAULO - O ano de 2011 começou difícil para a Bolsa de Valores. Depois de amargar queda de quase 4% em janeiro, o Ibovespa (Índice Bovespa, principal referencial do mercado acionário nacional) opera com volatilidade em fevereiro, alternando dias de elevação com outros de perdas acentuadas.
O cenário internacional ainda preocupa os analistas e a alta dos juros têm promovido uma migração de investidores da renda variável para a renda fixa. Mas, mesmo assim, alguns profissionais do mercado enxergam boas oportunidades para a Bolsa em 2011.
Para o sócio-fundador do Trader Gráfico, Carlos Martins, o investidor tem cinco bons motivos para entrar na bolsa este ano. Confira:
1. Dividendos
Segundo o profissional, muitas empresas que pagam dividendos vão bater a poupança e a renda fixa em 2011. “Não são todas as empresas, mas aquelas que pagam bons dividendos, como a Eletropaulo, devem ficar na mira do investidor este ano”, diz o profissional.

2. Baixo patamar, devido à alta do juro
 Aproveitar o patamar baixo da Bolsa provocado pela elevação da Selic (taxa básica de juro). “A taxa de juros está aumentando este ano, mas, a partir do ano que vem, ela deve voltar a cair. Então, quem entrar na Bolsa em 2011 deve pegar um patamar mais baixo e se aproveitar do movimento de ascensão, quando a taxa de juros começar a cair novamente e os investidores voltarem para a Bolsa”, acredita Martins.

3. Grau de investimento
 Aproveitar o bom momento da economia nacional e a credibilidade do mercado brasileiro no exterior. “Depois que o Brasil se tornou grau de investimento, a Bolsa não tem mais aqueles riscos enormes que tinha antes”, diz o especialista.

Segundo Martins, mesmo com o cenário atual, investir na bolsa proporciona uma boa estabilidade no longo prazo. “E no longo prazo a gente sabe que as ações se valorizam mais. Então, quanto antes você entrar na Bolsa para operar no longo prazo, melhor”, aponta.
4. Lucro das empresas
 Para Martins, com o crescimento forte da economia, as empresas estão lucrando mais alto e as ações tendem a subir. “Com o lucro contábil por ação aumentando, a relação de preço de compra do mercado com o preço contábil diminui, as empresas ficam mais baratas e entram no radar de muitos fundos de investimentos. Assim, o preço delas sobe”, afirma.

5. Investimentos do governo para Copa e Olimpíada
Por fim, Martins aponta os investimentos governamentais para a Copa do Mundo e para a Olimpíada. “O governo vai ter quer investir pesado no próximos quatro ou cinco anos e isso vai ter um impacto positivo no PIB (Produto Interno Bruto)”, diz. Segundo o profissional, esse dinheiro injetado na economia deve impulsionar o lucro das empresas até a época da realização dos eventos esportivos.

“Entrando na Bolsa agora, você pega as empresas antes dessa enxurrada de investimento governamental”, finaliza.

Conheça 10 razões para sair da caderneta de poupançaem 2011

SÃO PAULO - Diversificar os investimentos, aproveitar outras opções mais rentáveis disponíveis na renda fixa e até mesmo se aventurar pelo mercado de renda variável. Motivos não faltam para você criar coragem e sair da caderneta de poupança este ano, ou pelo menos, alocar parte do dinheiro em outros investimentos.
Segundo o educador financeiro Álvaro Modernell, sócio-diretor da Mais Ativos, apesar da caderneta de poupança continuar sendo uma opção a ser considerada por grande parte da população, devido à sua “simplicidade, segurança, tradição e liquidez”, a baixa rentabilidade é um dos principais motivos para reduzir a participação da poupança na cesta de investimentos.
Assim, Modernell ainda defende a permanência de uma parte dos recursos na poupança, mas listou 10 motivos que podem motivar a migração de uma parcela do seu dinheiro para outros investimentos:

 1. Baixa rentabilidade

Segundo o educador, opções como o Tesouro Direto podem oferecer rentabilidade superior à poupança, mas “com segurança e liquidez compatíveis”.

2. Maior maturidade para o mercado de ações

Para Modernell, muitos brasileiros já têm mais consciência sobre os riscos e potenciais do mercado de ações e deveriam incluir essa opção nas suas cestas de investimento.

3. Necessidade de diversificação

Segundo o o especialista, em qualquer situação vale a pena diversificar, mantendo uma parte reduzida na poupança, mas avaliando outras alternativas mais rentáveis.

4. Queda dos patamares de juros internos

Modernell lembra que há alguns anos, diferenças de 2% ou 3% no rendimento anual entre um tipo de investimento e outro não eram tão significativas. Atualmente, podem representar 20% ou 30%, até mais, em números relativos.

5. Boas perspectivas econômicas

As perspectivas econômicas e políticas do Brasil indicam um longo período de relativa estabilidade e crescimento. "Com riscos macroeconômicos menores, o investidor não precisa ser tão conservador", diz.

6. Solidez do SFN

De acordo com o profissional, a solidez do SFN (Sistema Financeiro Nacional) indica que o investidor pode acreditar e investir em outros produtos, "evitando sempre os mais exóticos ou poucos tradicionais", afirma.

7. Aportes na previdência

A necessidade de aportes e incremento na previdência privada visando o futuro pessoal/familiar, dado o aumento da longevidade da população.

8. Mais educação financeira

Segundo o especialista, a melhoria dos índices de educação financeira da população faz com que outros investimentos possam ser analisados como alternativa à caderneta de poupança. "Essas parcelas privilegiadas já perceberam as limitações de rentabilidade da poupança", diz.

9. Queda do poder aquisitivo da poupança

Para Modernell, os riscos de aumento da inflação, mesmo que ainda em patamares “civilizados”, estão descolando os índices que acompanham a inflação dos produtos e serviços da TR, o índice que corrige a poupança, fazendo com que os recursos que permanecem na poupança percam poder aquisitivo.

10. Estímulos fiscais

As melhorias e os estímulos fiscais que vêm sendo oferecidos à população para que façam aplicações de médio e longo prazo e, em contrapartida, obtenham redução nas alíquotas de impostos a pagar.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

BM&FBovespa mira oportunidades; foco é Ásia

Indicadores na BM%26FBovespa
Indicadores na BM&FBovespa
São Paulo - A BM&FBovespa está atenta a oportunidades em meio à onda de consolidação de operadoras de bolsa no exterior, e tem particular interesse no continente asiático, afirmou à Reuters o presidente-executivo da bolsa paulista, Edemir Pinto, nesta segunda-feira.

Ao ser indagado se há alguma negociação de fusão ou aquisição em curso neste momento, Edemir respondeu apenas que está "olhando as oportunidades".
Dois acordos anunciados na semana passada envolvendo bolsas de valores no exterior colocaram a BM&FBovespa, quarta maior do setor no mundo em capitalização de mercado, no radar de investidores.
"Todas as bolsas que têm seu papel listado têm uma plaquinha e têm um preço, e a nossa bolsa não é diferente e está sempre olhando oportunidades, não só para crescer como para se expandir", disse. "A nossa bolsa sempre esteve muito atenta e está acompanhando todos esses movimentos e olhando oportunidades."
Na semana passada, a alemã Deutsche Bourse anunciou estar em negociação avançada para comprar a NYSE Euronext, transação que criaria a maior empresa de bolsas de valores do mundo. E a London Stock Exchange (LSE) disse que irá se unir ao controlador da bolsa de valores canadense TMX Group.
"Tanto no caso da NYSE com Deutsche como LSE e TMX a gente vê um mercado maduro, um mercado já consolidado, onde é o mesmo bolo. Esse é um tipo de modelo que na minha avaliação falta um pouco de oportunidade de crescimento e de expansão", disse Edemir.
"O grande objetivo (da BM&FBovespa) é sempre buscar mais volume e mais liquidez. O grande objetivo não é aquele de investimento financeiro para ser simplesmente um acionista. Temos que analisar mercados e bolsas que têm um valor agregado em produtos e liquidez, isso são mercados que nos interessam."
"Eu vejo hoje o continente asiático, própria Índia, a China, com mais potencial", acrescentou, ao ser perguntado especificamente sobre interesse na Bolsa de Hong Kong, com a qual a BM&FBovespa já tem parceria.

Após perdas, bolsa traz oportunidade de longo prazo



Weruska Goeking   (wgoeking@brasileconomico.com.br) 
Mercados emergentes podem ser uma oportunidade atraente de compra de ações para os investidores de longo prazo
Mercados emergentes podem ser uma oportunidade atraente de compra de ações para os investidores de longo prazo
Para os analistas do Barclays Capital, o fraco histórico recente do Ibovespa sinaliza uma boa oportunidade de negócios para investidores de longo prazo. Eles recomendam compra de ações.
De acordo com Michael Gavin, Koon Chow, Alanna Gregory e Jose Wynne, analistas do Barclays, esse desempenho dos mercados emergentes se assemelha ao da última década, que foi "muito positiva". 
"Embora seja sempre difícil e perigoso afirmar que já tenham chegado no fundo do poço, as quedas recentes em mercados emergentes parecem uma oportunidade muito atraente de compra de ações para os investidores que concordam com os fundamentos de longo prazo", afirmam os analistas.
Fábio Colombo, administrador de investimentos, explica que a recomendação nesse cenário é fazer compras gradativas. "A cada queda de 5% ou 6% é bom formar um lote", diz. Entretanto, o investidor deve ser cauteloso e manter reservas para as compras e não ter medo de arriscar. 
"Você só ganha dinheiro na bolsa se comprar em momentos de baixa, mas por quanto tempo essa baixa vai continuar ninguém sabe", diz Colombo.
Segundo informações da consultoria EPFR Global, que acompanha o mercado de fundos globais, os fundos de ações empenhados em mercados emergentes registraram saída líquida de recursos no início de fevereiro. Pela terceira semana seguida, os gestores substituíram as bolsas dos países em desenvolvimento pelas ações de empresas dos Estados Unidos, Europa e Japão.
Embora tenha subido 0,75% na semana, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumula queda de 1,23% em fevereiro. No ano, as perdas somam 5,12%. Até o dia 9 deste mês, os investidores estrangeiros já retiraram US$ 1,37 bilhão da bolsa.
Colombo explica que, entre os mercados emergentes, o Brasil tem apresentados os piores resultados — ao lado do Chile e de países asiáticos —, mas ainda está acima da curva dos padrões históricos. Durante a crise, em 2008, o índice paulista chegou aos 30 mil pontos.
"Acredito que a bolsa brasileira está em uma faixa de oscilação grande, mas não estou otimista. O desempenho neste ano deve ficar próximo do observado em 2010, vai depender muito da conjuntura internacional", explica.
Para o administrador de investimentos, a previsão inicial dos mercados de que a bolsa alcançasse os 85 mil ou 90 mil pontos ainda pode acontecer em 2011, caracterizando um "resultado excelente", mas não deve ultrapassar esse patamar.

Perspectivas: o que importa para o mercado esta semana

Dados de vendas no varejo e índice de atividade do BC centram as atenções no Brasil. No exterior, ata do FOMC e China são destaque

Horia Varlan/Creative Commons
Agenda
Tome nota: o Ibovespa voltou na sexta-feira passada a ficar acima dos 65 mil pontos, aos 65.755 pontos. A alta foi de 1,82%
São Paulo – A semana compreendida entre 14 e 18 de fevereiro contará com a divulgação de diversos indicadores relativos à inflação e atividade em diversos países do mundo, incluindo o Brasil. Índices importantes na China também ditam o rumo dos negócios.

No cenário doméstico, a segunda-feira (14) começa com a divulgação do Boletim Focus pelo Banco Central (BC) e com os dados da balança comercial. Na terça- feira (15) o IBGE divulgará a pesquisa mensal do comércio varejista. “A expectativa é de que ela tenha mostrado alta de 9,0% na comparação ano a ano, o que significaria estabilidade na margem”, prevê a equipe do Banco Fator.
Chama a atenção dos investidores os dados sobre a atividade em dezembro. O Banco Central (BC) deve divulgar na quarta-feira (16) o seu indicador de atividade (IBC-Br). “Pelas declarações de autoridades do BC, o ritmo de crescimento da atividade deve ter ficado em torno de 1,1% na comparação trimestral na série dessazonalizada, próximo do ritmo de crescimento considerado potencial”, estima o Banco Fator.

Chama a atenção dos investidores os dados sobre a atividade em dezembro. O Banco Central (BC) deve divulgar na quarta-feira (16) o seu indicador de atividade (IBC-Br). “Pelas declarações de autoridades do BC, o ritmo de crescimento da atividade deve ter ficado em torno de 1,1% na comparação trimestral na série dessazonalizada, próximo do ritmo de crescimento considerado potencial”, estima o Banco Fator.
Na quinta-feira (17), os dados de inflação centram as atenções. Serão divulgados o IPC-Fipe e o IPC-S, ambos referentes a segunda quadrissemana do mês, e o IGP-10, referente a fevereiro. Já na sexta-feira (18) os investidores acompanham a publicação da segunda prévia do IGP-M.
Estados Unidos
O Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) divulgará a ata da sua reunião mais recente na quarta-feira. Deve-se sempre observar quaisquer mudanças no tom ou na redação da autoridade monetária americana, em especial quanto ao programa de compra de títulos (QE2).
“A Ata do FOMC (Comitê de Mercado Aberto do Fed, na sigla em inglês) não deve contar nenhuma novidade e a produção industrial deve trazer indícios de retomada industrial, apesar do alto nível de capacidade ociosa”, afirma a equipe de analistas da Coinvalores.
Ainda por lá os Feds regionais de Nova York e Filadélfia devem divulgar os seus índices regionais de atividade (na terça e na quinta-feira, respectivamente). Esses serão os primeiros indicadores sobre atividade em fevereiro a serem conhecidos nos EUA.
Além disso, sairão também os dados de janeiro de vendas no varejo (terça-feira) e produção industrial (quarta-feira). “É importante verificar se eles continuam com taxas de crescimento elevadas, como foi visto nos últimos meses e que ajudou a sedimentar a expectativa mais otimista com a economia americana que existe nos mercados hoje”, opinam os analistas da Coinvalores.
A inflação ao consumidor nos EUA em janeiro também será conhecida na semana que vem, na 6ª feira. Ao contrário dos índices de outros países, a inflação americana não tem acelerado muito, permanecendo abaixo de 2,0% na comparação ano a ano, o que deixa o Fed confortável para manter o seu programa de compra de títulos.
Europa
Na Zona do Euro os investidores acompanham os dados de produção industrial na segunda-feira. “Ele deve vir com alguma queda, uma vez que a Alemanha mostrou forte baixa nesse mês e outras economias tiveram altas moderadas”, apostam os analistas do Banco Fator.
O dado mais importante na Zona do Euro, entretanto, será o do PIB do 4º trimestre, que será conhecido na terça-feira. A expectativa é de que o crescimento por lá tenha permanecido em torno de 0,4% na comparação trimestral.
Ásia
O Japão também divulgará o seu PIB do 4º trimestre, porém na segunda-feira. A expectativa quanto ao PIB japonês também é mais negativa, com projeção média de queda de 0,5% na comparação trimestral, ocasionada pela forte valorização do iene no período, segundo a análise do Banco Fator.
Na China, a atenção é maior por conta da divulgação de dados importantes. Na terça-feira será conhecia a inflação ao consumidor e ao produtor em janeiro. “A inflação ao consumidor está muito pressionada na China (dado anterior de 4,6% na comparação anual, e pode chegar a 5,4% em janeiro)”, estima o Banco Fator.
“Pelo andar da carruagem, esses números podem se traduzir em novas medidas de aperto monetário por lá”, opinam os analistas da Coinvalores.

Balanços corporativos



A temporada de balanços ganha ainda mais fôlego nesta semana. Confira na tabela abaixo:

DATA EMPRESA HORÁRIO REFERÊNCIA
14/02/2011 Banrisul Antes do Pregão 4º Trimestre
14/02/2011 Marisa Depois do Pregão 4º Trimestre
14/02/2011 São Martinho Depois do Pregão 4º Trimestre
14/02/2011 Tereos Depois do Pregão 4º Trimestre
14/02/2011 Daycoval Depois do Pregão 4º Trimestre
15/02/2011 Duratex Antes do Pregão 4º Trimestre
15/02/2011 Souza Cruz Depois do Pregão 4º Trimestre
16/02/2011 Fibria Antes do Pregão 4º Trimestre
16/02/2011 Bic Banco Antes do Pregão 4º Trimestre
16/02/2011 Renner Depois do Pregão 4º Trimestre
17/02/2011 OSX Brasil Não Informado 4º Trimestre
17/02/2011 Banco do Brasil Antes do Pregão 4º Trimestre
17/02/2011 BM&FBovespa Não Informado 4º Trimestre
A temporada de divulgação de balanços nos EUA também continua, com CT Group, Marriot International, Dell (terça-feira), CBS Corp (quarta-feira), Campbell, Ultra Petroleum Corp (sexta-feira).

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Alta do petroleo

É possível investir na ExxonMobil pela BM&FBovespa

 Alem das açoes mais conhecidas listadas na bovespa tambem tem as BDRS


Desde o final do ano passado, investidores brasileiros também podem comprar papéis da ExxonMobil sem enviar dinheiro para fora do país. A empresa americana é uma das 20 companhias incluídas no programa de BDRs não-patrocinados da BM&FBovespa. Os BDRs são certificados com lastro em ações negociadas no exterior e seguem a oscilação dos papéis lá fora. O investidor brasileiro ganha se a ação real da Exxon subir na bolsa americana, e vice-versa. A lista de 20 empresas estrangeiras com BDRs não-patrocinados inclui outros nomes como a Apple e o Google, mas nenhuma outra é do setor petrolífero. Em breve, o Itaú Unibanco trará mais 10 BDRs não-patrocinados para a BM&FBovespa – a lista ainda não foi divulgada. Hoje, o produto só pode ser negociado no mercado de balcão organizado por instituições financeiras, fundos de investimento e administradores de carteira. Em janeiro, entretanto, a CVM colocou em consulta pública uma proposta para permitir que fundos de pensão e pessoas físicas com aplicações financeiras superiores a 1 milhão de reais possam negociar os BDRs. A decisão final deve sair nos próximos meses.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011