sábado, 26 de fevereiro de 2011

Seu dinheiro pode render mais





Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft - Crédito: Ilustração 3D de Atômica Studio sobre foto de Marcelo Spatafora
Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft

A VEZ DA BOLSA
Daqui a cinco anos, 5 milhões de brasileiros devem ingressar na bolsa de valores, segundo a previsão da Valore Investimentos Personalizados, de Curitiba, Paraná. Vai ser um salto e tanto. Hoje, pouco mais de 557 000 pessoas compram e vendem ações, o equivalente a 0,3% da população. O Brasil ainda está muito distante do perfil dos investidores americanos. Nos Estados Unidos, 40% da população aplica em bolsa.

Lá, contam a favor do investidor os baixos índices de inflação e a estabilidade financeira, apesar da crise econômica. “As pessoas conseguem enxergar o ganho real das aplicações e podem comparar produtos”, diz Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados. Aqui, ao contrário dos Estados Unidos, a taxa de juro ainda é alta (apesar das quedas recentes) e os investimentos conservadores garantem boa rentabilidade.

Mas esse cenário deve mudar porque a taxa básica de juros vai cair ainda mais no longo prazo e a estabilidade econômica deve se manter. “Daí a tendência é de os investimentos conservadores não terem tanto retorno e as pessoas vão ter mais apetite para buscar uma rentabilidade maior”, diz Sérgio.

Mudanças à vista
Aos poucos, o porto seguro da caderneta de poupança está dando lugar a outros investimentos. O Grupo Santander já começou a registrar uma mudança no comportamento de seus clientes. De janeiro a março de 2010, 68% dos novos investidores que passaram pela análise de perfil do investidor, implantada pelos bancos no início deste ano, tinham perfil moderado ou arrojado. Ou seja, podem ficar longe da conservadora poupança e se aproximar de investimentos que rendem mais. Por exemplo, quem investe 10 000 reais na poupança pode acumular 10 650 reais ao final de um ano.

Por outro lado, quem aplicar o mesmo valor em CDB, que paga 95% do CDI, pode acumular 10 706 reais no mesmo período. Uma diferença de 56 reais. Claro, existem investimentos que dão retornos menores do que a poupança.

Quem aplica os mesmos 10 000 reais num fundo com taxa de administração de 3% ao ano, por exemplo, vai acumular 10 488 reais em um ano. Para quem quer ser arrojado, mas nem tanto, uma boa opção são os fundos de capital protegido. Eles garantem ao investidor que as perdas não vão ultrapassar um valor predeterminado, mas cobram uma taxa de administração mais alta do que a dos fundos tradicionais. “Foram os investimentos que mais cresceram na instituição. Três vezes mais do que qualquer outro produto do banco”, diz Eduardo Jurcevic, do Grupo Santander.

BOAS ALTERNATIVAS
Você pode tirar dúvidas sobre aplicações financeiras nos livros, cursos e palestras. Se for destinar parte do dinheiro para investir em ações, peça sugestões aos profissionais de uma corretora de valores de sua confiança.

No site da BM&FBovespa há uma lista delas. Se você considera diversificar suas aplicações, fique atento a uma dica importante. “Mantenha na poupança uma reserva correspondente a seis meses do valor de seus gastos fixos”, diz Gustavo Cerbasi, consultor financeiro pessoal e sócio-diretor da Cerbasi & Associados Planejamento Financeiro. Com isso, você terá dinheiro para uma emergência, sem sacrificar a rentabilidade de suas outras aplicações.

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