terça-feira, 10 de maio de 2011

Participação de importados no consumo sobe a 21,6%

O Coeficiente de Importação (CI), índice que mostra a participação das importações no consumo aparente dos brasileiros, ficou em 21,6% no primeiro trimestre de 2011, diante de 19,9% no mesmo período do ano passado, segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O consumo aparente - tudo o que foi consumido internamente no país, incluindo os importados - cresceu 4%, verificados na comparação com o primeiro trimestre de 2010, sendo que 64,1% foram atendidos com importações.
O avanço dos produtos estrangeiros no setor de vestuário foi o destaque. Os importados abocanharam 74,3% do aumento do consumo adicional dos itens desse setor no trimestre, maior índice já verificado para a categoria, segundo a Fiesp. O coeficiente de importação passou de 8% nos primeiros meses de 2010 para 12,1% no mesmo período de 2011.
"O setor de vestuário está vivendo uma crise", afirmou o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca. Ele citou a China ao afirmar que "o custo da mão de obra está caro com relação a países emergentes, e a produção desloca-se para onde é mais barato".
A Fiesp considerou que a situação também é preocupante no setor de máquinas e equipamentos para fins industriais e comerciais, em que os importados ficaram com 82,4% do consumo aparente adicional. Aqui o coeficiente de importação passou de 43,1% para 49,2%, usando a mesma base de comparação.

domingo, 17 de abril de 2011

Índices de inflação: decida qual é o mais adequado para sua realidad



SÃO PAULO - Com tantos índices de inflação, a tendência é que a maioria das pessoas fique confusa na hora de determinar qual deles é o mais relevante para determinar os efeitos da alta dos preços no orçamento. Afinal de contas, além da quantidade de índices diferentes, a inflação medida por eles muitas vezes varia bastante.

Se você não está muito familiarizado com o tema, vale a pena dedicar algum tempo ao entendimento de como funcionam os índices de inflação, antes de prosseguir.

Atacado ou varejo
Antes de escolher o melhor índice, é preciso entender quais são as principais diferenças. Para a grande maioria das pessoas, os índices mais adequados são aqueles que medem a variação dos preços ao consumidor, ou seja, no nível de varejo. De fato, são estas as variações nos preços que afetam diretamente nosso bolso.

Dentre os índices de preços ao consumidor, os mais utilizados são o IPCA, que é usado para balizar as metas de inflação do governo, o INPC, também calculado pelo IBGE, o IPC da Fipe e o IPC-M e IPC-DI, calculados pela Fundação Getúlio Vargas.

Já para boa parte das empresas, os índices de preços no atacado, que medem a inflação no nível do produtor, podem ter maior relevância, pois medem de forma mais fiel a variação dos preços dos insumos de produção. Os mais utilizados são o IPA-M e o IPA-DI, calculados pela FGV.

Faixa de renda e região
Outra importante diferença entre os índices, principalmente no que diz respeito àqueles que medem os preços ao consumidor, é a faixa de renda utilizada. Enquanto índices como o INPC, por exemplo, focam em faixas mais baixas de renda, cobrindo a parcela da população que recebe entre um e oito salários mínimos, o IPCA trabalha com a faixa entre 1 e 40 salários.

Já o IPC da Fipe foca na faixa entre 1 e 20 salários, enquanto o IPC-M e o IPC-DI consideram a faixa entre 1 e 33 salários. Vale destacar que as diferentes faixas levam a ponderações diferentes, de forma que os produtos têm peso maior ou menor no índice, dependendo da faixa salarial escolhida.

Outra importante diferença é a região de coleta dos dados. Enquanto o IPC da Fipe considera apenas preços colhidos no Município de São Paulo, os demais índices são nacionais, trabalhando com 11 regiões metropolitanas no caso dos índices do IBGE e 12 nos índices da FGV.

Usos mais comuns
Em função de suas diferenças metodológicas, estes índices têm sido tradicionalmente usados para diferentes funções. Por exemplo, o INPC, por trabalhar com uma faixa entre um e oito salários mínimos, é muito usado para dissídios salariais, enquanto uso do IPCA tem aumentado, refletindo a decisão do governo de utilizá-lo como referência para o sistema de metas de inflação.

Índices combinados, ou seja, que são uma combinação de outros índices, como o IGP-M e o IGP-DI calculados pela FGV, são utilizados para servir de base para a correção de preços administrados, como tarifas de telefone, eletricidade e outros serviços. Vale lembrar que estes índices têm um forte componente de preços no atacado (60%), e participações menores de preços ao consumidor (30%) e para a construção civil (10%).

Escolha o seu índice
A escolha do melhor índice vai depender de vários fatores, entre eles sua faixa de renda, onde você mora e a composição de suas despesas. Por exemplo, os índices ao consumidor são mais recomendados para a grande maioria das pessoas, mas para aqueles que tem elevadas despesas em dólares, os índices combinados podem ser uma melhor alternativa.

Se você tem um baixo consumo de produtos importados ou não tem financiamentos em moeda estrangeira, o IPCA é a melhor opção, o que não acontece caso você tenha maiores despesas corrigidas pela moeda norte-americana.

Deste modo, o bom senso deve prevalecer, tanto na escolha do índice mais adequado como na hora de renegociar contratos. Como não existe índice perfeito, pois nenhum deles reproduz fielmente a composição de suas despesas, a melhor saída é adotar um grau maior de flexibilidade.

domingo, 10 de abril de 2011

China lidera ranking de cidades que mais crescerão; SP é 19ª

Das dez cidades que terão maior crescimento econômico até 2025, nove estão na China, segundo estudo da consultoria McKinsey Global Institute. A pesquisa avaliou o peso econômico atual e futuro das cidades ao redor do mundo. "A força econômica está, de fato, se transferindo para o sul e, de forma mais decisiva, para o leste em um processo que está sendo puxado pela China", disse Richard Dobbs, diretor do McKinsey Global.
O estudo projeta o percentual de crescimento esperado para o período até 2025 e elabora um ranking que é liderado por Xangai e Pequim, seguidas por Nova York, em terceiro lugar. Do quarto ao décimo lugar, todas as cidades são chinesas: Tianjin, Chongqing, Shenzen, Guangzhou, Nanjing, Hangzhou e Chengdu. São Paulo aparece em 19º.
Crescimento consolidado
A pesquisa não prevê apenas o percentual de expansão. Olha para frente e lista quais devem ser as cidades com maiores economias em 2025. A composição desse grupo deve mudar radicalmente, segundo o instituto. Cidades do chamado mundo desenvolvido cairão do ranking para dar lugar a 136 debutantes. Entre esses 136 "novos ricos", 100 estão na China. Outros 13 virão da Índia, e oito da América Latina.
Com o sobe-desce do ranking, a China passará a ter 151 cidades na lista das 600. O Brasil terá um avanço mais modesto, de 17 para 18 cidades, com a inclusão da Grande São Luís. Apesar do avanço chinês no ranking das 600 mais ricas, o topo da lista ainda é dominado por cidades do atual mundo desenvolvido. Nova York fica em primeiro lugar, seguida de Tóquio, Xangai, Londres, Pequim, Los Angeles, Paris, Chicago, região metropolitana do Reno-Ruhr, Shenzen e Tianjin.
O ranking de PIB per capita conta uma história diferente. Das 25 cidades com maior PIB per capita destacadas no relatório, apenas uma ficará na China: Macau, atrás de Oslo, Doha e Bergen, as primeiras da lista.
Da fome ao trabalho temporário
Alheio aos números, o imigrante rural Tian Haikuan, de 53 anos, da província de Hebei, trabalha como pintor de paredes em um novo conjunto de escritórios em construção na cidade. "Não estou sabendo que Tianjin está crescendo tanto não", dsse Tian à BBC Brasil, em frente à estação central da cidade.
"Mas sei que nosso país está passando por mudanças muito grandes e tenho total confiança nos nossos líderes. Eles sabem o que é melhor para o povo chinês. Hoje como arroz ou a comida que quiser a qualquer hora. Para quem já passou fome como eu, isso é o que importa."

sábado, 2 de abril de 2011

O que são fundos imobiliarios ?

Atualmente é possível entrar no mercado de imóveis por meio de instrumentos financeiros, como os fundos de investimentos
Atualmente, investir em imóveis não se restringe a unidades físicas (comprar, vender, alugar) e é possível entrar no mercado de imóveis por meio de instrumentos financeiros, como os fundos de investimentos imobiliários.
Por definição, os fundos imobiliários são condomínios de investidores, semelhantes aos fundos de ações e renda fixa, administrados por instituições financeiras e fiscalizados pela CVM. O principal objetivo da modalidade é aplicar recursos no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos, como hotéis, shopping centers, edifícios comerciais, escolas, loteamentos etc.
A principal vantagem deste tipo de aplicação, na comparação com os investimentos em imóveis propriamente ditos, é a questão tributária, já que por meio dos fundos imobiliários é possível, segundo a lei 11.196/05, isentar de IR os investidores pessoa física.

Como se preparar para as despesas extras ?

Ideal é iniciar uma reserva de emergência, guardando, mensalmente, 10% do seu salário para atingir este objetivo
A principal dica é: tenha sempre uma reserva de emergência. Como imprevistos acontecem, é melhor estar preparado, também financeiramente, para eles.
Antes de começar a investir, consultores financeiros indicam que se tenha um “colchão de emergência” equivalente a três meses de despesas – alguns falam até em seis ou dez meses. Esse colchão servirá para imprevistos (como a falta de emprego, uma doença na família ou outra necessidade eventual), evitando que a “surpresa” com esses gastos extras acabe com o seu planejamento financeiro. Ajudará você, também, a encarar fases difíceis de uma forma mais tranquila – pelo menos do lado financeiro.
Para iniciar a reserva, a dica é destinar, mensalmente, uma parte do salário para este fim. Algo como 10% dos ganhos. Mas é importante que o valor seja transferido para esta finalidade, seja para uma conta poupança ou outra conta corrente, como um compromisso mensal, uma conta a pagar. Deixar para fazer isso no final do mês, ou optar por guardar “o que sobrar”, pode por o planejamento em risco.

Qual a diferença entre consultor e planejador financeiro ?

Conhecer o perfil de cada profissional, escolhendo aquele que mais se adapte ao que você precisa, é mais um passo importante para a gestão de suas finanças
Muitos planejadores são confundidos com consultores financeiros. No entanto, existe sim diferença entre eles.
O planejador é o clínico geral das finanças e ajuda as pessoas a reverem como lidam com o dinheiro. Até pouco tempo, esse profissional era voltado à alta renda, que pretendia aumentar seu capital, mas hoje já se dedica também aos endividados e à classe média.
O planejador está sempre voltado aos interesses do cliente, mesmo que esteja dentro de uma instituição financeira.
Com relação aos consultores financeiros, sua atuação é mais específica e normalmente acontece dentro de uma instituição financeira, direcionada aos investimentos. Esse profissional deve ter licença da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para atuar.
Independente de ser planejador ou consultor, na hora de contratar um profissional para cuidar de seu dinheiro, é importante buscar histórico de carreira, formação, onde trabalha e referências.

É verdade que a nota fiscal paulista da desconto no Ipva ?

Para usufruir deste benefício, o contribuinte deve fazer a opção no ano anterior
É verdade sim. O uso dos créditos acumulados para abatimento no IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é uma das formas de resgate dos valores creditados pelo governo aos participantes da Nota Fiscal Paulista.
No entanto, para usufruir deste benefício, o contribuinte deve fazer a opção no ano anterior: para o pagamento do IPVA 2011, cujo calendário está em andamento, apenas os contribuintes que pediram o desconto até o dia 31 de outubro de 2010 terão direito ao abatimento.
De acordo com a Fazenda paulista, mais de 314 mil consumidores utilizaram os créditos acumulados na Nota Fiscal Paulista para abatimento do IPVA 2011. No período de 1º a 31 de outubro, o total de 314.194 usuários cadastrados no programa destinaram R$ 57.097.719,27 para abater o tributo de 268.295 veículos.
Links úteis
Secretaria da Fazenda – Governo do Estado de São Paulo
www.nfp.fazenda.sp.gov.br

segunda-feira, 28 de março de 2011

Planeje suas despesas e evite novas dívidas


Quem resiste aos apelos de consumo e planeja as despesas mais pesadas, tem menos chances de se endividar


Consultores especializados em finanças pessoais dizem que há dois caminhos que levam às dívidas e à inadimplência: gastar mais do que se recebe ou gastar antes de receber. É claro que as exceções existem. Desemprego, doenças na família e acidentes muitas vezes são o estopim para o endividamento. Mas, a grande maioria dos endividados sofre com os excessos de consumo muitas vezes justificados pela máxima “Eu trabalho muito e mereço”.

Foto: Getty Images
Quem resiste aos apelos de consumo tem menos chances de se endividar

“Deve-se ter cuidado com essa postura. Em tese, todo mundo que trabalha merece ter aquilo que deseja. Mas, seja realista. Você pode arcar com a despesa que deseja fazer?”, afirma Ana Lidia Coutinho Galvão, coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa.
E não vale perguntar se você pode pagar o que deseja comprar. Com as facilidades de crédito disponíveis hoje, é possível pagar quase tudo. A questão é: você tem dinheiro para pagar? As pessoas precisam aprender que dívida não é somente a conta que está atrasada. É também o que está em andamento, diz o educador financeiro Álvaro Modernell.
Mesmo que não esteja inadimplente, o consumidor deve pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. Somadas, as pequenas prestações da televisão nova, da viagem de férias e das últimas compras no shopping podem tornar-se dívidas impagáveis.
A mesma análise se aplica aos tão populares empréstimos consignados, que provocam uma falsa sensação de aumento de renda. “Hoje, vemos pessoas comprando veículos muito mais caros que o permitido por seu padrão de renda. E, enquanto os juros elevam o preço, o valor de mercado do carro segue caindo, numa conta que tem tudo para não fechar”, afirma.
Por isso, não basta cortar as despesas e pagar as dívidas. É fundamental organizar o orçamento tendo em vista o que é necessidade e o que é supérfluo. Estima-se que mais de 70% de todas as compras que fazemos estão relacionadas a desejos de consumo. É justamente aí que há espaço para organizar as finanças, diz Modernell.

Pequenas despesas que levam a grandes dívidas


Identificar os pequenos gastos supérfluos do dia-a-dia é uma tarefa que exige controle rígido nos primeiros meses



 
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Ao assumirem a condição de endividadas e traçarem um plano para quitar suas dívidas, as pessoas em geral concentram suas atenções nas contas mais pesadas, como aluguel ou financiamento da casa, prestações do carro, mensalidades escolares e compras de supermercado. Mas, muitas vezes, a solução está nos detalhes que passam despercebidos.

Foto: Getty Images
Pequenas despesas do dia-a-dia, como o cafezinho, podem consumir parte considerável do orçamento
Coordenadora do curso de graduação em Economia Doméstica da Universidade Federal de Viçosa, Ana Lidia Coutinho Galvão garante que os pequenos gastos são o terror do orçamento. Ela propõe um teste simples. “Ponha uma nota de R$ 100 na carteira numa segunda-feira e veja quanto tempo ela ficará lá, guardada, sem que você se anime a gastar aquela quantia. Na semana seguinte, ponha 50 notas de R$ 2 na carteira. Embora se trate do mesmo valor, as notas de R$ 2 desaparecem com muito mais facilidade que a de R$100”, afirma.
Ana Lidia, que presta consultoria para empresas que têm funcionários endividados, revela que já viu casos como o de um profissional que comprava CDs piratas no caminho do trabalho todos os dias. “Era uma compulsão. E o que representava apenas uma pequena despesa diária, se transformava em um gasto enorme ao final do mês”.
Por essa razão, quem precisa organizar a vida financeira deve começar anotando rigorosamente todas as despesas, da fatura do cartão de crédito, ao cafezinho de todos os dias, passando pela conta de água e luz. Registrados, os gastos podem surpreender.


Especialista em finanças pessoais, Erasmo Vieira lembra-se de um casal que certa vez queixou-se de não ter o dinheiro da gasolina e das despesas de alimentação para passar uma semana em uma casa de praia emprestada. Ao avaliar as despesas da família, ele percebeu que a mãe e o pai tinham por hábito comprar, todos os dias, um lanche na padaria para eles e os dois filhos. Os R$ 5 gastos diariamente somavam R$ 150 em um mês e R$ 1.800 no período de um ano. Dinheiro mais do que suficiente para passar sete dias numa casa de praia, diz Vieira.
A boa notícia é que ninguém precisa passar o resto da vida anotando rigorosamente todas as despesas. Com disciplina, basta registrar os gastos nos dois ou três primeiros meses. Se a pessoa é assalariada, despesas e receitas não mudam muito de um mês para o outro. No caso dos que têm renda variável, como vendedores e profissionais autônomos, vale anotar por um período maior que permita traçar uma média, como quatro ou cinco meses.
Educador financeiro, Álvaro Modernell diz que, após esse controle, fica mais simples realizar cortes que não sejam muito drásticos. Ele compara a tarefa de reduzir despesas à dieta alimentar. “Perder 20Kg em três meses é até possível, mas ninguém agüenta a dieta por muito tempo. Economizar é a mesma coisa. Deve-se ter algum nível de sacrifício, mas mantendo alguns pequenos prazeres. Caso contrário, a situação fica insuportável”, diz. Em resumo, se a sua família sai todos os finais de semana para comer fora e a conta está ficando muito cara, talvez valha a pena considerar a alternativa de uma rodada de pizza feita em casa. Pode ser mais divertido e, com certeza, será mais barato.

Estou endividado. E agora?

Conquistar o apoio da família, identificar as pequenas despesas do dia-a-dia e traçar metas de médio prazo são fundamentais


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Contas atrasadas, cartões de crédito estourados, dívidas com amigos e parentes, uso constante do cheque especial, inúmeros empréstimos consignados, nome sujo na praça e cobradores ligando ou batendo à sua porta. Se você se identifica com ao menos uma dessas situações, é bem provável que você faça parte do grupo de brasileiros endividados que não conseguem mais equilibrar suas contas. Mas, se você não faz ideia de como chegou a esse ponto, como é possível reverter a situação?
Consultores em finanças pessoais e especialistas em orçamento doméstico acreditam que os endividados precisam seguir três recomendações básicas. A primeira é conquistar o apoio da família na tarefa de rever os padrões de consumo. "Sem o apoio de quem vive na mesma casa, seja cônjuge, filho ou parente, é praticamente impossível alcançar as metas estipuladas", afirma o educador financeiro, Álvaro Modernell.

Foto: Washington Alves /Fotoarena Ampliar
Marcelo de Andrade reduziu despesas e contou com o apoio da família para quitar todas as dívidas

Cumprida essa etapa, chega a hora de identificar as pequenas despesas supérfluas do dia-a-dia. Você já parou para calcular quanto gasta por mês em suas idas diárias à cafeteria da moda perto do seu trabalho ou nos chicletes e balas que compra todos os dias para seus filhos? A conta pode ser assustadora, garante quem entende de finanças pessoais.
Por fim, aqueles que devem precisam se acostumar à ideia de planejar suas despesas. Resistir aos apelos de consumo é parte fundamental do plano para quitar as dívidas e ter uma vida mais tranquila.
Mas, antes de tudo, é preciso reconhecer que o problema é real. E não basta admitir que as dívidas existem e que a situação fugiu ao controle – o que já é muito difícil para a maioria das pessoas. É preciso calcular o nível de endividamento.
“É comum que o endividado sinta vergonha de sua própria realidade e prefira empurrar o problema com a barriga até o limite. E, quando resolve calcular o tamanho da dívida, acaba tomando um susto, porque em geral ela é muito maior que o estimado inicialmente”, afirma o especialista em finanças pessoais, Erasmo Vieira. Ele conta que, uma vez, acompanhou o caso de um executivo que pensava dever R$ 200 mil. “Quando levantamos o valor real junto ao banco, descobrimos que ele devia R$ 430 mil”.
O agente de transporte e trânsito Marcelo de Andrade, 42 anos, sabe bem o que é isso. Casado e pai de um casal de crianças, ele se assustou ao perceber que sua dívida real era o dobro da que calculava antes de contar com a ajuda de um especialista em finanças pessoais. Andrade conta que só conseguiu admitir o problema graças ao apoio de um amigo que lhe emprestava dinheiro com freqüência.
“Usava o dinheiro dele para pagar minhas dívidas e depois pedia empréstimos no banco para devolver a quantia que devia a ele. Por muito tempo, vivi nesse ciclo vicioso, até o dia em que ele deu um basta e me avisou que havia contratado um consultor para me ensinar a equilibrar minhas finanças”, afirma.

Apoio da família é fundamental
Passado o constrangimento inicial, Andrade cumpriu à risca os conselhos recebidos. O primeiro deles foi conquistar o apoio da família, o que segundo ele, não foi complicado. “Minha esposa trabalha e, em casa, sempre fomos muito transparentes em relação às nossas receitas e despesas. As crianças eram pequenas, mas aderiram sem traumas ao plano de rever a forma como gastávamos”, afirma.
Com o suporte de um especialista em finanças e o apoio de toda a família, Andrade deu início a um rígido controle de tudo que era gasto pela família. Em pouco mais de 30 dias, ficou claro que as balas e chicletes compradas diariamente no caminho da escola das crianças, por exemplo, chegaram em um mês a impensáveis R$ 200, valor suficiente para quitar algumas despesas importantes da casa. Os jantares oferecidos aos amigos em casa também consumiam um valor mensal alto. “Comprava todos os ingredientes, o vinho, a sobremesa e arcava com o jantar sozinho. Hoje, ainda recebo os amigos, mas divido as despesas”, conta.
Nessa fase de controle do orçamento doméstico, explicam os consultores, é fundamental anotar todas as despesas, sobretudo, os pequenos gastos do dia-a-dia que, somados, podem arruinar as finanças de uma família.



Quem enfrenta a necessidade de rever suas finanças pessoais, deve considerar ainda que ninguém faz dívidas de um dia para o outro. Por isso, é importante ter sempre um planejamento de médio prazo para as despesas mais pesadas. Ao invés de ceder ao impulso de comprar o bem imediatamente em várias parcelas, o consumidor deve se programar para uma compra à vista com desconto ou, ao menos, para uma aquisição com parcelas sem juros. Quanto mais fácil de comprar, alertam especialistas em economia doméstica, mais difícil de pagar.
Depois de cinco anos, Andrade quitou todas as suas dívidas e hoje mantém suas contas equilibradas. Tranquilo, ele diz ter aprendido a lição. Meu maior erro, diz, foi tentar manter um padrão de vida superior ao que eu podia bancar. “Hoje, gasto muito menos, mas tenho qualidade de vida e sou mais feliz”, afirma.

domingo, 13 de março de 2011

Bilionários da Forbes: lições para aprender a cuidar do seu dinheiro

O que fazer com o nosso dinheiro para, se não chegarmos a ser bilionários - como Eike Batista, o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual; o dono da Amil, Edson de Godoy Bueno; e as famílias Villela e Moreira Salles, do Itaú Unibanco, que integram a lista da Forbes -, ao menos termos uma vida financeira tranquila?
Quem responde a essa pergunta e conta atitudes relacionadas às finanças que são comuns entre os bilionários é o educador financeiro e fundador do Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil & Calil, Mauro Calil, em entrevista à InfoMoney TV. Confira!

Link do vídeo

http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=2058164&path=/suasfinancas/

terça-feira, 8 de março de 2011

10 dicas para comprar o imóvel certo

Secovi-SP lista quais cuidados devem ser tomados no passo a passo da compra de um novo imóvel, seja ele usado, novo ou na planta

 

Para garantir uma boa compra, consumidor deve se planejar e ter paciência na busca de um imóvel
Para garantir um bom imóvel, consumidor deve se planejar e ter paciência na busca.
São Paulo - Dado do Secovi-SP (Sindicado da Habitação de São Paulo) mostra que os brasileiros compram, em média, apenas dois imóveis durante a vida. O número baixo deixa clara a importância de uma escolha cautelosa, diligente, e paciente antes de assinar o cheque para a compra de uma residência. João Crestana, presidente do Secovi-SP, sugere que a potenciais compradores que prestem atenção nas cláusulas contratuais e nas condições de pagamento e financiamento. Antes de assinar o contrato, também é necessário visitar o local várias vezes, de dia e de noite. Confira abaixo 10 dicas do presidente do Secovi-SP que podem ajudar o consumidor a fazer uma ótima escolha de imóvel:

1 – Organize-se
Definir o quanto será gasto na aquisição é um bom primeiro passo, levando sempre em conta a relação entre o que de fato cabe no bolso e as necessidades da família. (clique aqui e veja sete dicas para evitar que o crédito imobiliário vire um pesadelo)
 
2 – Defina que tipo de imóvel procura
Usado? Novo? Na planta? É importante responder algumas perguntas e anotar as especificações do tipo de imóvel que está procurando. É casa ou apartamento? Em qual bairro? Um apartamento de frente, de fundos ou de lado? Quantas garagens são necessárias para o conforto dos futuros proprietários? Varanda é necessária? Com ou sem área de lazer? (clique aqui e veja qual é o imóvel certo para cada perfil) Crestana alerta também quem dá preferência aos condomínios. Não se pode deixar de levar em conta despesas referentes ao rateio das contas coletivas.
 
3 – Estabeleça como será feito o pagamento
Analise qual será a melhor opção de financiamento junto a um banco ou parcelamento realizado diretamente com a construtora durante a realização da obra. É bom estipular se o FGTS será usado na quitação de parte do valor. (clique aqui e saiba quando é possível usar o FGTS ). Quem tiver na conta uma boa reserva financeira ou bens que podem ser revertidos em capital para a compra do imóvel devem colocar tudo na ponta do lápis e assim definir qual a melhor maneira de quitar a aquisição.
 
4 - Observe a região do imóvel
Quem já conta com uma lista de bairros ou imóveis interessantes deve calçar o tênis e ir visitar a região, tanto de dia quanto de noite. Verifique se o imóvel é barulhento, quais os empreendimentos e serviços disponíveis nos arredores e a infraestrutura do bairro em questão. Outra dica do Secovi é extrapolar um pouco os limites da região e visitar bairros vizinhos. A internet também pode ser uma boa arma na hora da pesquisa: procure referências da imobiliária, construtora ou incorporadora, vale também pesquisar a reputação dos bairros escolhidos. (clique aqui e veja os bairros mais caros e baratos de São Paulo).

 

5 – Compra de imóvel usado
Neste caso o ideal é listar quais as características procuradas num imóvel. Dê preferência para profissionais que de fato conheçam o local e procure sanar dúvidas acerca do imóvel e a região na qual se encontra. Uma sugestão interessante é não procurar um grande número de imobiliárias e profissionais, evite imóveis que sejam ofertados por um grande número de corretoras. Dê preferência para a exclusividade do serviço.

6 – Estipulando a Comissão
Quando se compra um imóvel novo, o valor da comissão do responsável pela compra é cobrado separadamente. Mas, no caso dos usados, a comissão é para por quem vende o bem. Contudo, cabe a quem compra acertar o pagamento do que é proporcional ao valor do imóvel. Por este motivo, Crestana aconselha que as emoções sejam deixadas de lado e que o corretor negocie o que será pago por ambas as partes.
 
7 – Arquitetando a proposta
Na hora de desenhar uma oferta, seja justo e coloque-se no lugar do vendedor. Não faça propostas abusivas, com descontos elevados. Caso o corretor ceda e aceite um valor incoerente, desconfie. Verifique o que está incluso no montante e o que não está. Pontue o que estiver disposto no contrato e que não esteja esclarecido o suficiente. Exija respostas objetivas e claras. E muito cuidado com o documento do imóvel. Peça para um advogado conferir a idoneidade de todos os documentos envolvidos na negociação. (clique aqui e veja dicas para não comprar um imóvel irregular).
 
8 – Saiba com quem está fazendo negócio
Pesquise e informe-se acerca do histórico e reputação da imobiliária, construtora ou incorporadora com a qual está negociando a aquisição de um imóvel. Se conseguir visitar um empreendimento já entregue por ela, melhor ainda. Peça cópia do registro da incorporação ao corretor antes de assinar qualquer contrato. De acordo com Crestana, é bom consultar a Lei 4.591/64 (Condomínios e Incorporações) e caso reste alguma dúvida, peça para que um advogado avalie toda a documentação. Acompanhe a obra em todos os seus estágios, fazendo visitas periódicas. Algumas empresas oferecem, inclusive, serviços de acompanhamento pela internet. (clique aqui e saiba o que fazer se a construtora atrasar a entrega do imóvel)
 
9 – Cuidado com as parcelas
Valores das prestações pagas durante a construção de um imóvel podem diferir do valor das parcelas do financiamento do saldo devedor. Segundo o Secovi, até a entrega das chaves, o saldo devedor é corrigido mensalmente pelo índice Nacional de Custo de Construção (INCC) ou do Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB). Depois da entrega, é possível quitar a dívida, usar o FGTS para a amortização de parte do valor, caso seja o primeiro imóvel, e financiar o que resta com a ajuda de um banco. Mas atenção: é fundamental que a parcela , independente de fixa ou reajustável, caiba no bolso de quem vai comprar o imóvel.
 
10 – Precauções pós-compra
Depois que o financiamento estiver liberado e a chave chegar à mão do novo proprietário, é preciso pagar o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) à Prefeitura local e todas as taxas de registro cartorário. Segundo números fornecidos pelo Secovi-SP, tais taxas correspondem a 4% do valor de compra do imóvel. Portanto, programe-se: faça uma reserva financeira para arcar com despesas burocráticas. E nunca deixe de registrar a escritura, mesmo que tenha comprado o imóvel sem financiamento. Atente para o que preza o Manual do Proprietário, leia com atenção e verifique todas as garantias e prazos legais para cada componente descrito.

domingo, 6 de março de 2011

Educação financeira Parte 1

Acompanhe e aprenda como a educação financeira tem a ver com a qualidade de vida da pessoa.

Silvio Santos agora enfrenta os bancos

Início do conteúdo

Empresas do Grupo têm mais dificuldades para conseguir empréstimos hoje do que antes da crise do Panamericano; assessoria nega problemas


SÃO PAULO - Executivos de primeiro escalão da Jequiti, uma das 43 empresas do Grupo Silvio Santos, passaram boa parte de fevereiro batendo à porta de bancos. O objetivo era conseguir um empréstimo para alongar o perfil de endividamento da fabricante de cosméticos. Até sexta-feira, haviam conseguido 30% do que buscavam.
Ainda assim, aceitando pagar juros altos para o porte da companhia (entre 1,40% e 1,90% ao mês) e mudando as garantias oferecidas aos credores: em vez de estoque de produtos, imóveis que pertencem ao Grupo.
Esse caso ilustra as dificuldades que o império do apresentador encontra para se financiar após a crise do Panamericano. Mesmo considerada a "joia da coroa" do Grupo e avaliada em R$ 800 milhões, a Jequiti tem suado para conseguir crédito.
O Grupo Silvio Santos disse, por meio da assessoria de imprensa, que "está obtendo crédito normalmente". "Essas informações são pura especulação."
O Panamericano teve um rombo de R$ 4 bilhões em decorrência de fraudes contábeis promovidas pela administração que comandou o banco até o início de novembro. No fim de janeiro, a instituição foi vendida para o BTG Pactual por R$ 450 milhões. Mas o negócio só saiu depois de o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) arcar com prejuízo de R$ 3,4 bilhões.
Em outras palavras, Silvio Santos deu um calote no Fundo, criado e mantido pelos bancos com objetivo de cobrir depósitos de correntistas em caso de quebra de alguma instituição. Em conversa com o Estado ao fim das negociações que culminaram na venda do Panamericano, um banqueiro já avisava: "Vingança é um prato que se come frio."
As razões. Não é só por questões emocionais que o Grupo enfrenta obstáculos. Afinal, banqueiros costumam ser racionais em suas decisões. O Estado ouviu sobretudo dois argumentos para explicar a mão mais fechada do que o normal com as empresas do apresentador.
O primeiro deles é a falta de governança e transparência no Grupo. "Se o Panamericano, que tem capital aberto e é fiscalizado pelo Banco Central, conseguiu promover uma fraude daquele tamanho, como confiar em empresas de capital fechado?", indaga um banqueiro.
"As empresas não têm boa gestão. O estilo paternalista e amigável de Silvio é pouco profissional e o mercado é muito competitivo", emenda outro executivo.
O segundo argumento mais citado é uma possível dívida de Silvio com a Receita Federal. Segundo o entendimento de alguns tributaristas, o empresário poderia ser obrigado a pagar até R$ 1 bilhão para o Fisco por causa da maneira como o Panamericano foi salvo. "Há um risco tributário envolvendo o Grupo", afirmou outro profissional.
Levando em conta só as maiores empresas (SBT, Jequiti e a varejista Lojas do Baú), o endividamento total do Grupo supera R$ 600 milhões. Cerca de 60% vencem em até um ano - o que se considera curto prazo. "Eles precisam alongar a dívida, estão com muita pressão no fluxo de caixa", diz um banqueiro.
A Jequiti iniciou seu périplo pedindo R$ 80 milhões para pagar em 4 anos. Baixou para R$ 50 milhões e, segundo informações de mercado, havia conseguido R$ 15 milhões até sexta-feira. A dívida total da empresa somava R$ 220 milhões no final de janeiro.
Fontes ligadas ao empresário afirmam que "muita gente" quer puxar para baixo o valor dos ativos do Grupo, especialmente do Baú. A empresa varejista está à venda e estaria negociando com as Casas Bahia e o grupo mexicano Elektra.

3 comentarios
augustoz
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augusto palme
 
6 de Março de 2011 | 10h49
Será que o caso Panamericano foi apenas uma amostra do que pode vir em breve no mercado financeiro brasileiro?
luisgerk
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Luis Quadros

6 de Março de 2011 | 10h40
Como bem disse a Miriam Leitão, o o Fundo Garantidor de Crédito foi criado e mantido pelos bancos COM UMA PEQUENA PARCELA DOS LUCROS com objetivo de cobrir depósitos de correntistas em caso de quebra de alguma instituição. Obs.: 1) O dinheiro que vai para o fundo garantidor está embutido nos juros, taxas e tarifas pagos pelos correntistas, ou seja, o quem paga mesmo não são os bancos, mas sim as pessoas que t~em conta em banco. 2) O fundo foi utillizado com outra finalidade. Não garantiu apenas os depósitos ATÉ O VALOR ESTABELECIDO, mas todas as
operações do Banco Panamericano.


sábado, 5 de março de 2011

Paulistas com renda de até 10 salários mínimos têm mais dificuldades de pagar dívidas

ÃO PAULO – O número de famílias paulistas endividadas, com contas em atraso, e que não terão condições de pagar as dívidas é maior entre aquelas com renda  de até dez salários mínimos. Em fevereiro, 29,7% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total das contas no próximo mês.
O dado é da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada nesta sexta-feira (4).
Dívidas a arcarSegundo o levantamento, realizado com famílias da região metropolitana de São Paulo, considerando aquelas com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 52,9% conseguirão honrar totalmente seus compromissos. Por outro lado, 17,6% não terão condições de pagar nada.
Ainda de acordo com a pesquisa, 35,3% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 31,5% deverão pagá-lo integralmente. No entanto, 29,7% declararam que não poderão quitar as contas.
Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 29% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 35% conseguirão pagar parte delas e 32,6% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.
EndividadosA pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 54% disseram que estão com dívidas em atraso no segundo mês do ano, sendo que 58% têm renda de até dez salários mínimos e 35% ganham acima desse patamar.
Com relação ao prazo médio de atraso da dívida, a maior incidência é verificada no período superior a 90 dias (44,3%), seguido pelo período de até 30 dias (28,1%).

Confira as novidades da declaração do IR 2011

Mudança no layout, no valor mínimo para arrecadação e no envio do formulário de declaração do Imposto de Renda (IR) 2011 são alguns dos itens que o contribuinte deve ficar atento.
Entre as mudanças para a declaração do IR deste ano está o layout do programa para a declaração e o fato de o documento ser aceito apenas via internet — ou via disquete — nos bancos do Brasil e Caixa Econômica. Não serão aceitos outros tipos de hardware, como o CD ou pendrive, e o formulário em papel foi eliminado.
Devem declarar as pessoas físicas que tiveram rendimentos superiores a R$ 22.487,25, quem recebeu rendimentos isentos acima de R$ 40 mil, pessoas que tenham patrimônio superior a R$ 300 mil e quem tenha ganhos na atividade rural acima de R$ 112.436,25.
Também devem declarar as pessoas que tiveram retenção de IR na fonte, ainda que seus rendimentos não alcancem os mínimos obrigatórios. A declaração poderá ser entregue até o dia 29 de abril. Quem entregar após esta data estará sujeito a multa de, no mínimo, R$ 165,74 e, no máximo, 20% do imposto de renda devido.
Caso a declaração resulte em imposto a pagar, o valor deverá ser pago até 29 de abril e poderá ser parcelado em até 8 vezes. Quem tiver direito à restituição do imposto pago receberá os valores de acordo com a entrega da declaração. "Quem entrega antes, recebe antes", diz Terezinha Massambani, especialista em legislação e planejamento tributário.
"Nada impede que a pessoa física, mesmo desobrigada, entregue a declaração de ajuste anual, sendo até recomendável, pois trata-se de documento oficial importantíssimo para comprovação de renda em operações mercantis ou financeiras", explica Massambani.
A advogada Rafaela Lirôa dos Passos destaca que o declarante pode optar por enviar sua declaração por meio do formulário simplificado ou completo, avaliando qual a melhor opção para seu caso. "Na declaração simplificada, o contribuinte pode deduzir 20% do montante dos valores tributáveis recebidos de pessoa física e jurídica, não podendo ultrapassar, entretanto, o limite anual de R$ 13.317,09".
De acordo com a advogada, se o total das deduções exceder esse limite, a melhor opção é fazer a declaração completa, aconselhável ao contribuinte que tenha despesas consideráveis para dedução.
"Esta declaração mais detalhada permite que sejam deduzidos gastos com educação, planos de saúde, pensão alimentícia fixada judicialmente, despesas com dependentes, doações e até contribuições realizadas à previdência oficial e privada, observados os limites de dedução previstos para cada modalidade (R$ 1.808,26 por dependente; R$ 2.830,84 com instrução; R$ 810,60 com empregado doméstico), salvo os gastos com despesas médicas, previdência oficial e pensão alimentícia, que podem ser deduzidos em sua totalidade", explica.
Faça o download dos programas para elaboração e transmissão da declaração do imposto de renda

Feriado à vista: cuidado ao emitir cheques!

Feriado à vista: cuidado ao emitir cheques!



SÃO PAULO - Viagens no Carnaval são comuns e, como em toda viagem, há muitos gastos, seja com alimentação, passeios ou lembrancinhas.
Apesar de menos comum, ainda há pagamentos com cheques e o consumidor deve tomar alguns cuidados, já que pode ser vítima de assalto ou perder o talão. Nestes casos, para não ter prejuízos, a melhor medida é suspender seu talão de cheques o mais rápido possível.
Registro de ocorrênciasComo não haverá expediente bancário na segunda (7) e terça-feira de Carnaval (8), é possível registrar a ocorrência, gratuitamente, no Plantão Serasa de Atendimento. O registro de roubo ou extravio de cheques estará disponível 24 horas, pelo telefone (11) 3373-7272.
Além disso, quem tiver cheques ou documentos roubados ou extraviados no feriado pode fazer o registro gratuito desse fato também pela internet no site www.documentosroubados.com.br.
É possível cadastrar informações sobre roubo e extravio de cheques e documentos como o CPF, RG, título de eleitor, carteira de habilitação e a carteira de trabalho.
Nos casos de roubo, é preciso ir até uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência e, no primeiro dia útil após o feriado, o correntista deve sustar definitivamente o talão de cheques.
Serasa presta serviço gratuitoA Serasa disponibiliza informações, em tempo real, sobre cheques sem fundos, cancelados, sustados, roubados e extraviados, para os comerciantes em todo o comércio.
Deste modo, caso um fraudador tente passar um cheque em seu nome, poderá não conseguir, pois o comerciante que consultar a Serasa irá verificar que o cheque foi roubado.
As informações sobre as ocorrências com cheques ficam disponíveis por três dias úteis par o comércio e, após esse período, saem automaticamente da base de consultas.
Não esqueça de contatar o seu bancoVale lembrar que este tipo de cuidado não garante totalmente a sustação do talão de cheques. Caso o comerciante não tenha acesso ao serviço de informações da Serasa, não terá como saber se o cheque é "frio" ou não.
Nesses casos, o comerciante irá aceitar o cheque, criando grandes problemas para você, pois a folha poderá ser devolvida por assinatura falsificada ou por insuficiência de fundos.
Portanto, o correntista não deve deixar de, assim que possível, entrar em contato com o banco e pedir a sustação dos cheques roubados ou extraviados.
Algumas dicas para evitar problemasInfelizmente, não existe nenhuma regra para impedir que você tenha um cheque roubado ou extraviado. No entanto, selecionamos algumas dicas que deverão ajudá-lo a se precaver e reduzir os riscos de se tornar uma vítima dos criminosos:
  • Evite andar com o talão de chequesCalcule mais ou menos quantas folhas de cheque são necessárias para as despesas e saia de casa somente com esta quantidade.
  • Documentos pessoais devem ficar longe dos chequesCarregue as folhas de cheque separadas dos documentos pessoais, pois, caso você seja assaltado, o ladrão poderá não ter acesso aos seus dados pessoais.
  • Identifique-seAdquira o hábito de apresentar o documento de identidade ao comerciante, pois, além de ser uma forma de proteção a você mesmo, ajudará o lojista a perceber possíveis tentativas de golpes.
  • Emita sempre cheques nominais e cruzados
  • Sempre que emitir um cheque, cruze-o e coloque o nome do comerciante ou estabelecimento. Dessa maneira, o cheque poderá ser rastreado, caso haja um assalto ao estabelecimento, e não poderá ser sacado diretamente no caixa.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os erros mais comuns de quem investe em imóveis

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel. // Divulgação (Divulgação)

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel.
De acordo com o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, um dos erros dos investidores de imóveis é ter uma avaliação distorcida quanto ao retorno que a aplicação pode proporcionar.
"Se quero comprar um imóvel para revender, tenho de entender de liquidez, qual o tempo de demora de venda, quanto tempo o dinheiro deve ficar aplicado, qual o montante que estará aplicado e qual o retorno", afirmou.
Ele completou: "Porque, se eu vou comprar para obter lucro, tenho de comprar abaixo do valor do mercado para, no mínimo, vender no valor do mercado". Esse tipo de negócio, segundo Viana, se consegue quando se encontra alguém querendo vender o imóvel com urgência, seja para mudar de cidade, para empreender etc.
"Quem compra pensando em vender em um preço acima do mercado não vai conseguir. Só pela facilidade que a internet traz, tem muita informação, então todo mundo sabe o preço", completou, justificando a estratégia de comprar barato.

Um erro na compra de um imóvel para locação é não ficar atento às características da unidade. De acordo com Viana, de nada adianta um imóvel grande próximo ao metrô, por exemplo, onde tem muitos jovens e solteiros querendo locar, e não famílias grandes.
"Tem de investir no perfil certo: um apartamento que seja na proximidade do metrô não pode ter mais de dois dormitórios, porque há mais clientes neste local para este tipo de imóvel", afirmou o presidente do Creci-SP.
Na locação, segundo ele, um outro erro é tratar diretamente do contrato com o inquilino e acabar misturando amizade com negócios. "Porque, se o inquilino passa por aperto, ele faz apelo emocional. Já quando deixa em uma imobiliária, é uma vacina contra esse apelo emocional".
Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel. // Divulgação (Divulgação)

Confira dicas para não errar na hora de investir em um imóvel.
Com o avanço da informática, ficou mais fácil falsificar alguns documentos, inclusive os relacionados a um imóvel. Um dos erros que os investidores podem cometer é não ficar atento a isso e acabar sendo alvo de um golpe.
Um dos documentos necessários é a certidão de ônus reais do imóvel, emitida pelo cartório de registro de imóveis e que informa se há alguma restrição à fruição de propriedade de um imóvel. Tal certidão declara, por exemplo, se o imóvel está hipotecado ou penhorado.
Viana indica ainda que a pessoa peça documentos como a certidão de casamento dos proprietários, para ver o regime de bens e se a venda é permitida; a certidão de nascimento, porque se a pessoa está interditada judicialmente, aparece neste documento; a certidão de débitos municipais do imóvel, para analisar o pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano); e a certidão do condomínio, para saber se o pagamento desta conta está em dia.

Fora isso, um erro dos investidores é permitir que o antigo proprietário do imóvel informe um valor menor na hora de declarar a venda, com o intuito de pagar menos Imposto de Renda. Isso porque, quando o investidor for vender a propriedade, também terá de fazer a mesma declaração e pode ter de arcar com mais imposto por conta disso.
Mas o erro mais perigoso, segundo Viana, é a pessoa fazer contratos de gaveta, ou aderir aos documentos informais. "A pessoa compra e não quer pagar uma escritura porque fica muito caro. Aí, ela faz um instrumento particular para, quando vender, passar direto do vendedor anterior para o comprador. Isso é perigoso. Porque, se de repente o antigo proprietário morre, o imóvel entra no inventário dele. Esses contratos de gaveta são perigosíssimos e ensejam a sonegação fiscal".

De acordo com o vice-presidente do Secovi-RJ (Sindicato da Habitação), Leonardo Schneider, quem está comprando um imóvel como forma de investimento tem de tomar cuidado com o lado emocional.
Isso porque, como os imóveis hoje estão em destaque, por conta da valorização que apresentaram nos últimos anos, muitos acreditam que é possível ganhar dinheiro com eles de qualquer jeito, o que não é verdade. "Na hora de fechar, de escolher, tem de ver a localização", argumentou.
Ele completou: "Tem de escolher um imóvel que não seja no primeiro andar, tem de ser um imóvel menor, que o prédio não seja velho, que não precise de manutenção, porque eles têm mais liquidez".
Schneider recomenda, a quem for vender, que opte uma boa orientação, principalmente por conta da documentação.

As 10 maiores reservas nacionais de petróleo do mundo

Barris de petróleo e de pólvora

São Paulo - Além das complexas questões políticas por trás da série de revoltas em países do mundo árabe e do Oriente Médio, alguns aspectos econômicos ajudam a explicar o por quê da tensão que se espalhou pelo mundo desde que os conflitos começaram. Um dos principais é o fato de que praticamente 80% das reservas mundiais de petróleo estão sob controle dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). E dos 12 países membros da OPEP, sete são árabes e há ainda o Irã, importante país do Oriente Médio.
Segundo informações da própria organização, os países membros têm reservas equivalentes a 1,06 trilhão de barris de petróleo. Dos 10 países com as maiores reservas de petróleo no mundo, seis estão localizados na região dos conflitos. Dentre eles, a Líbia, que tem hoje a situação política mais delicada. Há mais de uma semana a população tem saídos às ruas para exigir a renúncia do ditador Muammar Kadafi. As manifestações da oposição têm sido duramente reprimidas pelo líder do país, dando origem a conflitos sangrentos. A Líbia detém 4,4% das reservas da OPEP, com 46,4 bilhões de barris de petróleo.
A instabilidade na região tem impacto direto no preço do petróleo no mundo todo. À medida que a violência na Líbia aumenta, analistas preveem cotações cada vez maiores para o preço do barril nos mercados. Chegou-se a falar que o valor do petróleo pode chegar a níveis tão elevados que são comparáveis ao período da Guerra do Golfo, nos anos 1980.
Além da Líbia, Arábia Saudita, Iraque, Irã, Kuwait e os Emirados Árabes Unidos estão entre os países na linha do rastilho de pólvora responsável pelas explosões de revoltas no mundo árabe. Todos eles figuram entre os principais produtores e exportadores de petróleo. Veja nos slides abaixo quais são os países com as maiores reservas do mundo.
Atualmente o Brasil tem uma reserva de aproximadamente 14 bilhões de barris. Considerando as estimativas de que o petróleo da camada pré-sal elevará esta quantidade para aproximadamente 28 bilhões, o país pode chegar à 12ª posição no ranking, ultrapassando os Estados Unidos (19,1 bilhões de barris) e o Catar (25,38 bilhões).

quarta-feira, 2 de março de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta quarta-feira

Forças de Kadafi e rebeldes se enfrentam em duas cidades do leste da Líbia; bolsas na Europa operam em queda

Muamar Kadafi, epicentro dos conflitos da Libia
Líder da Líbia fez discurso nesta manhã aos seguidores que, por sua vez, gritavam: "Você permanecerá grandioso"
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber nesta quarta-feira (2):
1 – A indicação de 17 corretoras para as melhores ações em março. Neste mês as corretoras buscam ações de empresas menos prejudicadas com a inflação, o setor de commodities e as companhias cujos resultados do quarto trimestre de 2010 sejam promissores. A Vale permanece como a preferida, com 14 indicações, e a Petrobras vem em seguida, com 12.
2 – Suspender a compra de caças pode ajudar a baixar juro no Brasil. O plano da presidente Dilma Rousseff de diminuir os gastos públicos em R$ 50,1 bilhões está alimentando especulações de que a inflação vai se desacelerar o suficiente para permitir que o Banco Central mude de direção e comece a baixar o juro básico em até 12 meses.
3 – Mantega diz que Banco Central “pode tirar o pé do freio”. O Banco Central pode afrouxar suas políticas caso o governo gaste menos, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do BC define o novo patamar da taxa básica de juros. “Se tirarmos o pé do acelerador, o BC pode tirar o pé do freio”, disse ele ontem, em entrevista à GloboNews. Segundo o ministro, o governo vai emprestar muito menos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a taxas maiores neste ano, em comparação com 2010. Mantega disse ainda que espera que o Brasil cresça entre 4,5% e 5% neste ano.
4 – Mercado prevê juro a 11,75% ao ano e quer mais. O mercado financeiro em peso acredita que o Banco Central (BC) elevará a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina hoje à noite. A maioria dos analistas, porém, avalia que o BC está errado. Para eles, a autoridade monetária deveria ser mais dura no combate à inflação.
5 - Votorantim obtém lucro líquido de R$ 4,9 bilhões em 2010. O Grupo Votorantim obteve no ano passado um lucro líquido de 4,9 bilhões de reais, divulgou na terça-feira (1) o conglomerado em nota. Com o balanço de 2009 ajustado à normativa de contabilidade internacional, o número deste ano foi inferior em 22,2%. O grupo indicou que o bom desempenho da companhia está relacionado à conjugação de aquisições e ao amadurecimento de investimentos que estavam em curso, aliados ao bom momento da economia brasileira e à recuperação dos preços das matérias-primas.
6 – Multiplus planeja reduzir capital social em R$ 600 milhões. A Multiplus vai propor a seus acionistas, no próximo dia 17 de março, a redução de seu capital social em 600 milhões de reais, para 92,4 milhões de reais. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por conta da redução de capital, a empresa pretente pagar 3,72 de reais por ação aos acionistas, como restituição de capital.
7 – ALL registra lucro líquido de R$ 239,9 milhões em 2010. A ALL America Latina Logística, maior operadora de ferrovias da América Latina, registrou lucro líquido de 239,9 milhões de reais em 2010, contra um ganho reapresentado de 34,7 milhões de reais em 2009, segundo um comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
8 – Gabrielli diz que deve continuar na Petrobras. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse ontem, em Salvador, que "provavelmente" terá seu nome indicado para continuar à frente da companhia, na assembleia de acionistas agendada para o próximo mês de abril. Gabrielli respondia a perguntas sobre a implantação do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Salvador quando surgiu o questionamento sobre sua permanência à frente da Petrobras.
9 – Oi já começou a comprar ações da Portugal Telecom, diz jornal. A Tele Norte Leste Participações, que opera sob a marca Oi, já começou a comprar ações da Portugal Telecom SGPS com o objetivo de formar uma participação de 10% no grupo português, informa o Diário Económico, citando Otavio Azevedo, executivo da Oi. O grupo brasileiro ainda detém menos de 2% da Portugal Telecom, segundo a reportagem.
10 – IPC-Fipe desacelera para 0,60% em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), fechou o mês de fevereiro com alta de 0,60%, depois de ter subido 1,15% em janeiro. O indicador que mede a inflação da cidade de São Paulo ficou dentro das estimativas do AE Projeções, que iam de 0,45% a 0,63%, com mediana de 0,56%. O IPC desacelerou também em relação à terceira quadrissemana de fevereiro, quando ficou em 0,70

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Seu dinheiro pode render mais





Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft - Crédito: Ilustração 3D de Atômica Studio sobre foto de Marcelo Spatafora
Analista de sistemas Antonio Pierre, de 32 anos, da Star Soft

A VEZ DA BOLSA
Daqui a cinco anos, 5 milhões de brasileiros devem ingressar na bolsa de valores, segundo a previsão da Valore Investimentos Personalizados, de Curitiba, Paraná. Vai ser um salto e tanto. Hoje, pouco mais de 557 000 pessoas compram e vendem ações, o equivalente a 0,3% da população. O Brasil ainda está muito distante do perfil dos investidores americanos. Nos Estados Unidos, 40% da população aplica em bolsa.

Lá, contam a favor do investidor os baixos índices de inflação e a estabilidade financeira, apesar da crise econômica. “As pessoas conseguem enxergar o ganho real das aplicações e podem comparar produtos”, diz Sérgio Quintella, diretor da Valore Investimentos Personalizados. Aqui, ao contrário dos Estados Unidos, a taxa de juro ainda é alta (apesar das quedas recentes) e os investimentos conservadores garantem boa rentabilidade.

Mas esse cenário deve mudar porque a taxa básica de juros vai cair ainda mais no longo prazo e a estabilidade econômica deve se manter. “Daí a tendência é de os investimentos conservadores não terem tanto retorno e as pessoas vão ter mais apetite para buscar uma rentabilidade maior”, diz Sérgio.

Mudanças à vista
Aos poucos, o porto seguro da caderneta de poupança está dando lugar a outros investimentos. O Grupo Santander já começou a registrar uma mudança no comportamento de seus clientes. De janeiro a março de 2010, 68% dos novos investidores que passaram pela análise de perfil do investidor, implantada pelos bancos no início deste ano, tinham perfil moderado ou arrojado. Ou seja, podem ficar longe da conservadora poupança e se aproximar de investimentos que rendem mais. Por exemplo, quem investe 10 000 reais na poupança pode acumular 10 650 reais ao final de um ano.

Por outro lado, quem aplicar o mesmo valor em CDB, que paga 95% do CDI, pode acumular 10 706 reais no mesmo período. Uma diferença de 56 reais. Claro, existem investimentos que dão retornos menores do que a poupança.

Quem aplica os mesmos 10 000 reais num fundo com taxa de administração de 3% ao ano, por exemplo, vai acumular 10 488 reais em um ano. Para quem quer ser arrojado, mas nem tanto, uma boa opção são os fundos de capital protegido. Eles garantem ao investidor que as perdas não vão ultrapassar um valor predeterminado, mas cobram uma taxa de administração mais alta do que a dos fundos tradicionais. “Foram os investimentos que mais cresceram na instituição. Três vezes mais do que qualquer outro produto do banco”, diz Eduardo Jurcevic, do Grupo Santander.

BOAS ALTERNATIVAS
Você pode tirar dúvidas sobre aplicações financeiras nos livros, cursos e palestras. Se for destinar parte do dinheiro para investir em ações, peça sugestões aos profissionais de uma corretora de valores de sua confiança.

No site da BM&FBovespa há uma lista delas. Se você considera diversificar suas aplicações, fique atento a uma dica importante. “Mantenha na poupança uma reserva correspondente a seis meses do valor de seus gastos fixos”, diz Gustavo Cerbasi, consultor financeiro pessoal e sócio-diretor da Cerbasi & Associados Planejamento Financeiro. Com isso, você terá dinheiro para uma emergência, sem sacrificar a rentabilidade de suas outras aplicações.

Volta de estrangeiro à bolsa é chuva de verão

Não deu nem tempo do mercado se animar com a volta do estrangeiro. Ele voltou, beliscou alguns ganhos de curto prazo aqui e acolá e rapidamente vendeu as ações e de novo saiu do mercado. A impressão que se tem é que a rápida entrada do capital internacional na bolsa foi apenas um ponto fora da curva, dentro de uma tendência que continua sendo de fuga dos mercados emergentes.
Depois de 15 pregões consecutivos de saída, o saldo líquido (diferença entre compras e vendas) de estrangeiro foi positivo nos dias 17, 18 e 21 deste mês. No dia 17, as compras superaram as vendas em R$ 303 milhões. No dia seguinte, esse fluxo foi positivo em R$ 461 milhões e, no dia 21, de mais R$ 21,5 milhões. No entanto, na terça-feira (dia 22), a moeda virou e o saldo já foi negativo em R$ 150 milhões.
No mês, esse saldo está negativo em R$ 1,508 bilhão, acumulando no ano uma saída de R$ 1,107 bilhão. "Não houve mudanças de fundamentos para justificar uma volta do estrangeiro de mais longo prazo", diz o gestor de renda variável da Infinity Asset Management, George Sanders.
Ele acredita que esse rápido retorno foi principalmente para cobrir grandes posições de vendas a descoberto (vender sem ter o papel). "Foram compras apenas para 'zerar' as vendas a descoberto, o que é muito diferente de compras puras de ações", diz Sanders. Um sinal importante de que o capital internacional continua arisco é que esses investidores continuam com posições vendidas nos contratos de Índice Bovespa futuro.
A análise gráfica mostra que tanto a recente recuperação do mercado quanto a volta do estrangeiro é apenas um repique, segundo o sócio da Leandro Stormer Trading Leandro Ruscher. "Continuamos vendo uma saída do capital especulativo em direção aos mercados desenvolvidos, algo que não ocorria há tempos."
Depois de três dias positivo, fluxo fica negativo novamente
Como uma volta mais consistente do estrangeiro parece improvável, Ruscher não acredita numa recuperação do mercado, já que a bolsa brasileira ainda é muito dependente desse público.
Os gestores também atribuem a volta do estrangeiro ao recente movimento de valorização da Petrobras. O investidor deu o ar da graça para aproveitar a recuperação dos papéis da estatal, reflexo da escalada do petróleo.
Odiretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, é do grupo dos que defendem que a saída do estrangeiro é um movimento de curto prazo. "Esse dinheiro saiu da bolsa, mas nem saiu do Brasil, do contrário, teria causado uma pressão de alta do dólar, o que não ocorreu", diz Bandeira. Se esse dinheiro continua aqui é porque, no mínimo, o investidor ainda tem planos de voltar para o mercado assim que o cenário estiver melhor, acredita Bandeira.
Ontem, o Ibovespa fechou em tímida alta de 0,06% aos 66.948 pontos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Investimentos da Laep



A assessoria da Daslu informou que o dinheiro injetado pelos novos controladores será usado para expandir a marca da loja para outras capitais do Brasil.
A Laep já havia investido US$ 10 milhões na Daslu em julho, após a empresa entrar com pedido de recuperação judicial, disse na semana passada uma pessoa envolvida nas negociações. A pessoa pediu anonimato porque, naquela data, não tinha autorização para falar sobre a operação.
Maior marca de luxo do Brasil, em julho de 2005 a empresa foi alvo de mandados de busca e apreensão em operação conduzida pela Polícia Federal e pela Receita Federal.
Eliana Tranchesi foi condenada a 94 anos e meio de prisão, sob a acusação de evasão fiscal. Depois de ser presa e recorrer da decisão, ela foi solta e aguarda sentença final em liberdade.
A Laep, fundada em 1994, já investiu em seis empresas de alimentos e varejo, incluindo a GDC Alimentos SA e Camil Alimentos SA, no Brasil, e a Eurocash SA, na Polônia, segundo o website da empresa. Em 2006, assumiu o controle da Parmalat no Brasil depois de se comprometer a pagar uma dívida de US$ 50 milhões. Em outubro de 2007, a companhia captou R$ 507,6 milhões com uma abertura de capital.

Lucro da Vivo dispara no 4o tri, para R$864,2 milhões


Melhor performance operacional, menores despesas com depreciação e melhor resultado financeiro impulsionaram lucro da companhia

Loja da Vivo
A Vivo é a maior operadora celular do Brasil
São Paulo - A Vivo, maior operadora celular do Brasil, anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de 864,2 milhões de reais para o quarto trimestre, contra 203,3 milhões de reais um ano antes.
A média das estimativas de seis analistas obtidas pela Reuters apontava para lucro de 594 milhões de reais para a empresa no período.

No balanço, a Vivo afirma que o lucro trimestral quatro vezes maior que o registrado um ano antes deve-se a "melhor performance operacional, menores despesas com depreciação e melhor resultado financeiro".

A receita líquida totalizou 4,86 bilhões de reais nos três meses até dezembro, alta de 10,1 por cento na comparação anual.

A companhia, controlada pela espanhola Telefónica, terminou dezembro com 60,29 milhões de clientes, crescimento de 4,5 por cento sobre o final de setembro e de 16,5 por cento em 12 meses.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em 1,677 bilhão de reais de outubro a dezembro, ante 1,387 bilhão de reais no mesmo período de 2009. A margem passou de 31,4 por cento para 34,5 por cento.

A Vivo anunciou que planeja investir 3,482 bilhões de reais em 2011, após 2,489 bilhões de reais desembolsados no ano passado.

A operadora móvel será incorporada pela Telesp, concessionária de telefonia fixa em São Paulo e também controlada pela Telefónica

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Petróleo sobe e ajuda Bovespa; Líbia segue no radar

Apesar de menos intenso, o quadro de aversão a risco se mantinha nas bolsas de valores internacionais nesta quarta-feira, ainda motivado por tensões políticas na Líbia. A Bovespa, por outro lado, beneficiava-se dos ganhos do petróleo e subia mais de 1%.
Temores relacionados à onda de violência e protestos no país africano, terceiro maior produtor de petróleo do continente, seguiam valorizando os preços da commodity, o que alimentava preocupações com inflação e solidez da retomada econômica global.
A repressão a manifestantes contrários ao regime de Muammar Gaddafi provavelmente já matou mil pessoas, de acordo com o chanceler italiano, Franco Frattini. Nesta quarta-feira, um caça da Força Aérea da Líbia sofreu um acidente perto de Benghazi, após a tripulação saltar de paraquedas por recusar-se a bombardear a cidade, informou o jornal líbio Quryna.
As bolsas de valores norte-americanas e europeias captavam o ambiente arisco e oscilavam no vermelho. No mercado global de câmbio, a busca por segurança privilegiava o franco suíço , que atingia a máxima do ano frente ao dólar. A divisa dos EUA cedia ante uma cesta de moedas , sob o peso ainda dos ganhos do euro e da libra esterlina , em meio a perspectivas de aumento de juro na Europa.
As intervenções do Banco Central nas operações cambiais domésticas levavam o dólar a anular a queda contra o real, predominante ao longo da manhã.
A autoridade monetária divulgou mais cedo que incorporou às reservas US$ 6,583 bilhões por meio de leilões de compra de dólares no mercado à vista neste mês com liquidação até dia 21, ao passo que adquiriu US$ 362 milhões nas operações a termo até 18.
Na mesma ocasião, o BC reportou um déficit em transações correntes de US$ 5,409 bilhões no mês passado, o maior desde dezembro de 2009, refletindo a demanda doméstica crescente por bens e serviços importados.
Os juros futuros subiam, com o mercado digerindo mais dados de inflação e a alta nos preços do petróleo. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou 0,61% na terceira prévia de fevereiro, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo teve acréscimo de 0,7% na terceira quadrissemana deste mês.
Investidores também observavam a sabatina no Senado de Altamir Lopes e Sidnei Marques, indicados pelo presidente do BC a novas diretorias no banco. Marques afirmou que a inflação requer "constante atenção", ao passo que Lopes disse que o descompasso entre oferta e demanda justifica a elevação da Selic.

TIM encerra 2010 com lucro de R$ 2,2 bilhões


Lucro líquido saltou 176% e operadora teve recorde de adições de clientes, com 10 milhões de novos usuários

TIM
Loja da TIM: bons resultados em 2010, com recorde de clientes
São Paulo – A operadora TIM encerrou 2010 com lucro líquido de 2,2 bilhões de reais -- 176% acima dos 801 milhões do ano anterior. A operadora teve também alta de 18,4% no Ebitda na comparação anual, aos 4,19 bilhões de reais, com margem de 29%, contra 25,8% no ano anterior. No consolidado do ano, a receita líquida cresceu 5,2%, atingindo 14,46 bilhões de reais. A receita líquida de serviços fechou 2010 em 13,57 bilhões de reais, 6,1% a mais se comparada a 2009.
Recuperação no mercado - Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a TIM bateu recorde de crescimento de base no mercado brasileiro de telefonia móvel no ano passado, registrando 10 milhões de adições líquidas. O número de clientes saltou para 51 milhões e a operadora encerrou 2010 com 25,1% de participação de mercado, contra 23,6% no ano anterior. Para crescer, Luca Luciani, presidente da operadora, explica a estratégia. “É necessária muita inovação, mais do que uma guerra de preços", disse ele, em teleconferência de divulgação de resultados. “A ideia é fazer com que as pessoas usem mais os serviços.”
Uma das razões para esse desempenho foi a continuidade do incentivo ao uso de pacotes de voz e dados com os planos Liberty e Infinity. Um dos destaques da operadora no segundo semestre foi o lançamento do Infinity Web, plano que oferece internet móvel a 0,50 reais por dia, valor inferior ao cobrado por hora em lan houses. Lançado em setembro, o plano fez crescer a base, fechando o ano com 8,3 milhões de usuários. O programa sozinho contou com 1 milhão de usuários.
“Nossa proposta é seguir o mesmo conceito que adotamos para os planos de voz, levando em conta o potencial de compra da nova classe C”, diz Luciani. Segundo ele, há 20 milhões de possíveis novos clientes vindos da nova classe média. “O reposicionamento da empresa em áreas chave como qualidade, inovação, imagem vem produzindo valor para os acionistas, dobrando a geração de caixa, o lucro líquido e o dividendo”, diz ele.
Investimento em rede e serviços - Grande parte do investimento do ano, de 2,84 bilhões de reais, foi destinado à expansão da capacidade 2G e no aumento da capilaridade da rede 3G, que suportam o forte aumento do tráfego e garantem alto padrão de qualidade. Para ele, o crescimento da rede e a qualidade do 3G é fundamental. "Vamos fortalecer a rede de transmissão, mas ainda falta infraestrutura."
Além dessa tecnologia, a integração da TIM com a Intelig, consolidada no ano passado, também fez saltar as contas da empresa. A receita bruta da operação fixa totalizou 358 milhões de reais no quarto trimestre de 2010, alta superior a 30% em relação ao quarto trimestre de 2009. Segundo Luciani, a estratégia é desenhada em acelerar substituição fixo-móvel, aumentar o uso da internet no celular e banda-larga fixa com a Intelig. "Acredito que haverá competitividade mais acirrada na banda-larga, que demandará altos investimentos -- até mesmo do setor público --, o que poderá pressionar os custos de rede."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

10 notícias para lidar com os mercados nesta terça-feira

Agência do Itaú Unibanco

Itaú Unibanco reporta lucro líquido de 13,3 bilhões de reais em 2010; Bradesco está próximo de adquirir 49% do banco do Carrefour no Brasil



A carteira de crédito total do Itaú Unibanco fechou 2010 com 335,5 bilhões de reais, uma elevação de 20,5% em termos anuais
São Paulo - Aqui está o que você precisa saber:
1 – Fibria ganha da Suzano na renda fixa depois da venda de ativos. A Fibria Celulose, maior produtora mundial de celulose, está superando a Suzano Papel & Celulose no mercado de renda fixa, apesar da concorrente ter classificação de risco superior. O avanço dos bônus da Fibria vem na esteira da venda de 1,5 bilhão de reais em ativos, que reduziu a dívida da empresa em 19%.
2 – "Brasil pode estar perto de uma crise subprime", diz Financial Times. Com crescimento do crédito de 2,4 vezes o PIB nominal, o jornal britânico afirmou que a situação econômica do Brasil em cinco anos lembra "de forma preocupante" a crise financeira que alcançou o auge nos Estados Unidos em 2008. O artigo, escrito por Paul Marshall, CIO da Marshall Wace e administrador da Eureka Fund, mostra que as dívidas chegaram a 24% da renda no Brasil, criando uma bolha de crédito.
3 – Moody´s reduz perspectiva de rating do Japão. A agência de classificação de risco mudou nesta terça-feira (22) a perspectiva de rating dos títulos Aa2 da dívida japonesa de estável para negativa, citando as dificuldades enfrentadas pelo governo e o enfraquecimento das perspectivas para conter a expansão da dívida.
4 – TIM tem lucro líquido de R$ 1,9 bi no quarto trimestre. O grupo de telecomunicações TIM anunciou na noite de segunda-feira (21) um lucro líquido de 1,9 bilhão de reais no quarto trimestre de 2010, ante 416 milhões de reais no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o lucro trimestral foi impactado de maneira significativa pelo efeito de crédito fiscal e pelo ganho com variação cambial sobre a dívida.
5 – Frigorífico Minerva lançará programa de ADRs. O frigorífico Minerva anunciou ontem que o Conselho de Administração aprovou o lançamento de seu programa de recibos de ações nos Estados Unidos (ADR) de Nível 1. “Os objetivos com o programa de ADRs são aumentar a liquidez das ações, tanto nos Estados Unidos, como no Brasil, acessar mais facilmente os investidores norte americanos, valorizar as ações da companhia e aumentar a visibilidade do Minerva no mundo", disse a empresa em fato relevante.
6 – Itaú Unibanco tem lucro líquido de R$ 13,3 bi em 2010. O Itaú Unibanco anunciou hoje um lucro líquido de 13,3 bilhões de reais em 2010, o que indica uma alta de 32,3% na comparação com o ano anterior. Já o lucro líquido recorrente do banco foi de 13 bilhões de reais, o que representa um aumento de 24,1%. O banco encerrou o ano passado com ativos totais de 755,1 bilhões  de reais, uma expansão de 24,1% em 12 meses. O patrimônio líquido atingiu 60,9 bilhões de reais, um valor 20,1% maior que o registrado em 2009, segundo comunicado enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
7 – Santander Brasil deve receber R$ 3,17 bi por operação com Zurich. O Santander Brasil anunciou nesta terça-feira que vendeu a totalidade das ações da área de seguros para seu controlador na Espanha, em meio à parceria estratégica do grupo espanhol com a Zurich Financial Services. Com a operação, o Santander Brasil vai receber 3,167 bilhões de reais, informou o banco em comunicado ao mercado. A área de seguros será incorporada por uma holding que está adquirindo todas as seguradoras de ramos elementares e de vida do Santander no Brasil, Argentina, Chile, México e Uruguai.
8 – Petrobras é investigada por contratação de empresa. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro entrará com uma representação junto ao Ministério Público Federal contra a Petrobras por irregularidades na contratação da empresa Bureau Veritas (BV), fornecedora de mão de obra terceirizada à estatal. Segundo noticiou o blog do jornalista Ricardo Noblat de O Globo, o MPT identificou conflito de interesses na contratação da empresa, que, além de fornecer mão de obra à estatal, atua como certificadora junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP), preparando laudos de serviços nas plataformas.
9 – Bradesco perto de comprar 49% do banco do Carrefour no Brasil. O Bradesco está perto de comprar uma fatia no Carrefour Soluções Financeiras (CSF), o banco da rede francesa no Brasil, informa o Estado de S. Paulo citando duas fontes próximas às negociações. Além do Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil se interessaram pela aquisição de 49% do banco e visitaram o data room (centro de informações) em São Paulo. A melhor proposta até o momento foi a do Bradesco, de acordo com as fontes.
10 – Tensões na Líbia derrubam Bolsas da Ásia. Os mercados asiáticos fecharam em forte queda nesta terça-feira. Os investidores mostraram aversão ao risco, devido ao agravamento dos conflitos geopolíticos no norte da África e no Oriente Médio, especialmente com a situação na Líbia, grande produtora de petróleo. Em Hong Kong, o índice Hang Seng baixou 2,1% e fechou aos 22.990,81 pontos. Analistas disseram esperar que o índice encontre sustentação no nível dos 22 mil pontos na semana que vem.