sábado, 5 de março de 2011

Paulistas com renda de até 10 salários mínimos têm mais dificuldades de pagar dívidas

ÃO PAULO – O número de famílias paulistas endividadas, com contas em atraso, e que não terão condições de pagar as dívidas é maior entre aquelas com renda  de até dez salários mínimos. Em fevereiro, 29,7% delas afirmaram que não poderão honrar com o pagamento parcial ou total das contas no próximo mês.
O dado é da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), realizada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) e divulgada nesta sexta-feira (4).
Dívidas a arcarSegundo o levantamento, realizado com famílias da região metropolitana de São Paulo, considerando aquelas com as contas em atraso e que ganham mais de dez mínimos, 52,9% conseguirão honrar totalmente seus compromissos. Por outro lado, 17,6% não terão condições de pagar nada.
Ainda de acordo com a pesquisa, 35,3% dos entrevistados que recebem até dez mínimos disseram que vão pagar parte do débito e outros 31,5% deverão pagá-lo integralmente. No entanto, 29,7% declararam que não poderão quitar as contas.
Do total de inadimplentes, considerando todas as faixas de renda, 29% disseram que não terão condições de pagar as dívidas no próximo mês, outros 35% conseguirão pagar parte delas e 32,6% afirmaram que arcarão totalmente com os débitos.
EndividadosA pesquisa mostra que, do total de entrevistados, 54% disseram que estão com dívidas em atraso no segundo mês do ano, sendo que 58% têm renda de até dez salários mínimos e 35% ganham acima desse patamar.
Com relação ao prazo médio de atraso da dívida, a maior incidência é verificada no período superior a 90 dias (44,3%), seguido pelo período de até 30 dias (28,1%).

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