Quem resiste aos apelos de consumo e planeja as despesas mais pesadas, tem menos chances de se endividar
Foto: Getty Images
Quem resiste aos apelos de consumo tem menos chances de se endividar
E não vale perguntar se você pode pagar o que deseja comprar. Com as facilidades de crédito disponíveis hoje, é possível pagar quase tudo. A questão é: você tem dinheiro para pagar? As pessoas precisam aprender que dívida não é somente a conta que está atrasada. É também o que está em andamento, diz o educador financeiro Álvaro Modernell.
Mesmo que não esteja inadimplente, o consumidor deve pensar duas vezes antes de assumir novas dívidas. Somadas, as pequenas prestações da televisão nova, da viagem de férias e das últimas compras no shopping podem tornar-se dívidas impagáveis.
A mesma análise se aplica aos tão populares empréstimos consignados, que provocam uma falsa sensação de aumento de renda. “Hoje, vemos pessoas comprando veículos muito mais caros que o permitido por seu padrão de renda. E, enquanto os juros elevam o preço, o valor de mercado do carro segue caindo, numa conta que tem tudo para não fechar”, afirma.
Por isso, não basta cortar as despesas e pagar as dívidas. É fundamental organizar o orçamento tendo em vista o que é necessidade e o que é supérfluo. Estima-se que mais de 70% de todas as compras que fazemos estão relacionadas a desejos de consumo. É justamente aí que há espaço para organizar as finanças, diz Modernell.
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