segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Após perdas, bolsa traz oportunidade de longo prazo



Weruska Goeking   (wgoeking@brasileconomico.com.br) 
Mercados emergentes podem ser uma oportunidade atraente de compra de ações para os investidores de longo prazo
Mercados emergentes podem ser uma oportunidade atraente de compra de ações para os investidores de longo prazo
Para os analistas do Barclays Capital, o fraco histórico recente do Ibovespa sinaliza uma boa oportunidade de negócios para investidores de longo prazo. Eles recomendam compra de ações.
De acordo com Michael Gavin, Koon Chow, Alanna Gregory e Jose Wynne, analistas do Barclays, esse desempenho dos mercados emergentes se assemelha ao da última década, que foi "muito positiva". 
"Embora seja sempre difícil e perigoso afirmar que já tenham chegado no fundo do poço, as quedas recentes em mercados emergentes parecem uma oportunidade muito atraente de compra de ações para os investidores que concordam com os fundamentos de longo prazo", afirmam os analistas.
Fábio Colombo, administrador de investimentos, explica que a recomendação nesse cenário é fazer compras gradativas. "A cada queda de 5% ou 6% é bom formar um lote", diz. Entretanto, o investidor deve ser cauteloso e manter reservas para as compras e não ter medo de arriscar. 
"Você só ganha dinheiro na bolsa se comprar em momentos de baixa, mas por quanto tempo essa baixa vai continuar ninguém sabe", diz Colombo.
Segundo informações da consultoria EPFR Global, que acompanha o mercado de fundos globais, os fundos de ações empenhados em mercados emergentes registraram saída líquida de recursos no início de fevereiro. Pela terceira semana seguida, os gestores substituíram as bolsas dos países em desenvolvimento pelas ações de empresas dos Estados Unidos, Europa e Japão.
Embora tenha subido 0,75% na semana, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumula queda de 1,23% em fevereiro. No ano, as perdas somam 5,12%. Até o dia 9 deste mês, os investidores estrangeiros já retiraram US$ 1,37 bilhão da bolsa.
Colombo explica que, entre os mercados emergentes, o Brasil tem apresentados os piores resultados — ao lado do Chile e de países asiáticos —, mas ainda está acima da curva dos padrões históricos. Durante a crise, em 2008, o índice paulista chegou aos 30 mil pontos.
"Acredito que a bolsa brasileira está em uma faixa de oscilação grande, mas não estou otimista. O desempenho neste ano deve ficar próximo do observado em 2010, vai depender muito da conjuntura internacional", explica.
Para o administrador de investimentos, a previsão inicial dos mercados de que a bolsa alcançasse os 85 mil ou 90 mil pontos ainda pode acontecer em 2011, caracterizando um "resultado excelente", mas não deve ultrapassar esse patamar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário